Homem acusa ex-mulher de incendiar casa e apanha


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O quarto do motorista Juliano César, no Jardim Brasilândia, totalmente destruído pelo fogo
O quarto do motorista Juliano César, no Jardim Brasilândia, totalmente destruído pelo fogo
Ciúmes, fogo, tapas, correria na rua, polícia e uma platéia assistindo a tudo de camarote. Uma mal resolvida história de amor foi o estopim para um incrível barraco ontem à tarde na zona leste de Franca. Tudo começou quando um incêndio destruiu parte de uma casa no Jardim Brasilândia. O proprietário acusou a ex-mulher de ter colocado fogo no imóvel e levou a polícia até a casa dela no Jardim Palma, bairro vizinho. Foi recebido pela cunhada. Ela tomou as dores da irmã e partiu para cima dele. No meio da confusão, sobrou até mesmo para a atual namorada da vítima. Todos foram parar na delegacia. Foi o terceiro caso de incêndio criminoso na cidade em dois dias. Segundo a polícia, não há relação entre as ocorrências. A confusa história de ontem teve início às 14 horas, quando populares ligaram para os bombeiros e informaram que uma residência da Rua Belém estava pegando fogo. As chamas queimaram roupas, móveis e objetos eletrônicos que estavam em um quarto. O motorista Juliano César da Silva, 25, mora sozinho no local e havia saído com a namorada. No caminho, encontrou com a ex-mulher, Rosicler Moura Galvão, 28, e duas irmãs dela. “Ela me chamou para conversar e eu ignorei. Ao voltar, já vi a casa incendiada. Algumas pessoas me disseram que viram as três colocando fogo e jogando fora a caixa de fósforo. As irmãs falaram para as testemunhas que estava acontecendo um ‘barato louco’ lá. Me separei da Rosicler há três meses e ela não aceita”. Juliano levou os policiais até a casa dos pais da ex-mulher, na Rua João Luiz de Castro. A atual namorada dele chegou lá minutos depois. Até, então, o clima aparentava estar tranqüilo. De repente, Rejane Moura Galvão, irmã de Rosicler, saiu à rua e deu início a uma acalorada discussão. Primeiro, ela saiu correndo atrás da namorada e de uma irmã do motorista e tentou agredi-las. Foi contida por ele. Policiais levaram a mulher de volta para a casa. Enquanto isso, vizinhos ocupavam a rua e subiam nos muros para assistirem à cena. Um senhor até se sentou em um sofá na garagem, acendeu o cigarro e deu gargalhadas da situação. A platéia teve mais uma surpresa: ao ser levada para a viatura, Rejane se soltou das mãos dos policiais e deu um soco em Juliano. “Não foi por ciúmes. Foi porque ele não dá sossego para minha irmã e não deixa ela em paz. Eles foram lá em casa fazer ameaças. Apanharam pouco. Dei um boxe (soco) na boca dele”. A ex-mulher de Juliano desapareceu durante a confusão. Rejane foi levada à delegacia e chegou a dizer informalmente que teria ajudado a colocar fogo na casa. Entrevistada, falou que esteve no local, mas que não participou do crime. O delegado Marcelo Rodrigues entendeu que não havia provas para elaborar o flagrante e resolveu liberá-la após depoimento. A mulher responderá a processo.

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