Sabesp de Franca ensina estrangeiros a tratar esgoto


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O gerente Rui César Rodrigues (gesticulando) passa explicações a estrangeiros no curso do ano passado
O gerente Rui César Rodrigues (gesticulando) passa explicações a estrangeiros no curso do ano passado
Um grupo de estrangeiros de países da América Latina e da África chega em Franca hoje para participar da oitava edição do Curso Internacional de Técnicas em Tratamento de Esgotos Domésticos. Elaborado pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) de Franca, com financiamento da JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão, sigla em inglês), o curso ensina as técnicas aplicadas na cidade para que as mesmas possam auxiliar na melhoria do saneamento básico dos países participantes. A abertura oficial será às 18 horas no Shelton Inn Hotel. Antes, os estrangeiros receberão orientações gerais de trânsito e participarão de palestras sobre a Sabesp e o histórico do setor de saneamento básico no Estado de São Paulo e no Brasil. Franca é sede do curso por ser considerada referência em saneamento básico. As palestras serão ministradas pelo superintendente da estatal na cidade, João Comparini. Entre os países participantes estão profissionais da Angola, Argentina, Cuba, Equador, Moçambique, Paraguai, Peru e Uruguai. Na programação do curso estão inclusas, além das palestras, seminários, aulas teóricas e práticas e visitas técnicas a lagoas, estações de tratamento e laboratórios. Viagens a Igarapava, São Carlos, Mococa e São Paulo também estão no cronograma. O curso, que acontece até o dia 23 de agosto, é ministrado por especialistas de faculdades públicas paulistas, tem mais de 20 módulos e acontece durante oito horas diárias. “Muitos desses doutores são autores de livros que servem de referência para os técnicos participantes. É uma troca de experiências que ajuda na melhora da qualidade de vida”, diz a assessoria de imprensa da Sabesp. Segundo Marli Meireles, uma das coordenadoras da capacitação que acompanhou o grupo do ano passado, as culturas das nações participantes são semelhantes à do Brasil, porém eles não possuem especialistas na área de saneamento básico para tocar os projetos. Depois de capacitados, eles disseminam os conhecimentos em grupos de trabalho. Em 2006, 15 países da América Latina e da África participam do evento.

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