Após 75 dias, CEI 2 não apura nada


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O vereador Jepy Pereira sorri durante sessão da Câmara: após energia na abertura de CEI, tucano “perdeu o pique” e comissão parou
O vereador Jepy Pereira sorri durante sessão da Câmara: após energia na abertura de CEI, tucano “perdeu o pique” e comissão parou
Criada há 75 dias, a CEI (Comissão Especial de Inquérito) proposta e presidida por Jepy Pereira (PSDB) para investigar eventuais desvios de dinheiro público em obras em canais da cidade, inclusive o escândalo do Bagres, não realizou reuniões, não requisitou documentos, não ouviu ninguém e nem tem um cronograma definido sobre o que deverá ser realizado. Até agora, a 15 dias de sua conclusão, pode ser classificada como uma verdadeira “CEI fantasma”. A atual postura apática de Jepy contrasta com a energia demonstrada no dia em que a comissão foi instaurada. O tucano não parou: conversou com os vereadores, um a um, pedindo apoio para abrir a CEI e elencou motivos fortes para justificar a abertura da comissão. “Quando o jornal (Comércio da Franca) denunciou que haviam sacado R$ 840 mil da Prefeitura na administração anterior, nós, vereadores, não fizemos nada”, disse. “Temos de investigar isso”, argumentou. O dinheiro teria sido desviado, segundo o Ministério Público,pelo ex-prefeito Gilmar Dominici (PT), seu ex-secretário de Finanças, Gilmar Lucindo, e seu ex-coordenador de Finanças, João Batista Bonetti, nos anos de 2002 e 2003. Os outros membros da comissão se dizem preocupados com a inércia da comissão e atribuem a falta de ação a Jepy. O relator da CEI, Donizete da Farmácia (PMN), normalmente avesso a controvérsias, achou que o tucano está “muito parado”. “Só houve a marcação de uma reunião no começo, que acabou não ocorrendo. Depois disso, não aconteceu mais nada. Até agora, não tivemos nenhum avanço. Vou discutir isso com o Jepy, pois o tempo está passando”, disse. O terceiro integrante é Gilson Pelizaro (PT). Ele afirma que está “a fim de trabalhar”, mas que está à espera de uma atitude de Jepy. “Se houve algum avanço até agora o Jepy guardou para ele. Não fui convidado para nenhuma reunião. Quem dá a diretriz é o presidente”, disse. “Em uma CEI de três com dois vereadores da situação não posso fazer muita coisa”. Procurado durante toda a tarde de ontem, Jepy não foi encontrado, pelo número de seu aparelho celular, para comentar o andamento da CEI. ESCÂNDALO DO BAGRES Em 10 de março deste ano, Sidnei Rocha anunciou investimentos de R$ 6 milhões em obras de contenção de enchentes. Poucos dias depois, teve de anunciar o cancelamento das obras por suspeita de fraude na licitação do projeto e superestimativa de R$ 1,2 milhão nos gastos. O MP entrou no caso e abriu ação civil pública contra seis suspeitos de envolvimento direto ou indireto na história. Assim, respondem à Justiça os engenheiros Taísa Franceschi (Betontest); Marco Antônio Franceschi (marido de Taísa e funcionário da Prefeitura); Virgínio Reis (parceiro da Betontest); José Eduardo Corrêa (FFC); Wilson Teixeira (ex-secretário de Planejamento Urbano) e o ex-presidente da Comissão Permanente de Licitações, Caetano Perobelli.

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