A instauração de duas CEIs (Comissões Especiais de Inquérito) foi motivada pelo escândalo do Bagres, esquema pelo funcionários da Prefeitura e empresas de engenharia trabalhariam juntas para fraudar licitações públicas em R$ 1,2 milhão.
A oposição, sob argumento de que a Câmara não poderia deixar de investigar o caso, convenceu os vereadores a aderir à comissão. A situação, por sua vez, defendeu a necessidade de se estender a investigação à administração de Gilmar Dominici (PT).
Um fenômeno (não raro) constatado na abertura das comissões foi a capacidade dos vereadores de mudar de posicionamento. A primeira tentativa para instaurar uma CEI foi em quatro de abril último e partiu do vereador Silas Cuba (PT). Foi um fracasso.
Somente ele e seu colega de partido, Gilson Pelizaro, assinaram. Pouco depois, em 22 de maio, após a abertura de uma ação civil pública pela Promotoria Estadual, tudo mudou: os parlamentares aprovaram não só uma, mas duas CEIs.
A conclusão das duas comissões deve acontecer até 15 de agosto, 90 dias após a abertura oficial. As eventuais revelações e novas descobertas devem chegar ao Ministério Público, que poderá instaurar novo inquérito.
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