Americanos podem jogar na Francana


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‘Kaká’ (dir.) e seus companheiros na Casa do Atleta: coreanos chegaram em 2006 à cidade
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A Francana negocia com um contato da cidade de Nova Jersey, nos Estados Unidos, um projeto para intercâmbio com jogadores universitários daquele país ainda neste ano. Ontem, a intermediária Maria da Glória Coelho visitou Franca e conheceu a atual infra-estrutura utilizada pelo clube para treinamentos. Apesar de brasileira, Maria da Glória vive nos Estados Unidos há mais de 15 anos. Pela Francana, o técnico Wantuil Rodrigues intermedia o negócio. As conversas começaram no fim do ano passado, após Wantuil ter sido indicado a Maria da Glória por agentes da Fifa nos EUA. A visita da intermediária a Franca serviu para a avaliação da Casa do Atleta, dos campos de treino e do método de treinamento utilizado pela Veterana. "Ela, inclusive, almoçou comigo lá na Casa do Atleta para avaliar o que podemos lhes oferecer", disse o técnico Wantuil Rodrigues. O filho da intermediária, Daniel Antônio, 19, também visitou a cidade e pode ser o primeiro norte-americano a participar do intercâmbio, caso a parceria seja acertada. "A cidade é boa e gostamos do que foi oferecido. Agora vamos conversar com o senhor Wantuil", disse Maria da Glória. Uma definição pode sair na próxima semana. O presidente do clube, José Servino Braga, disse estar animado com a possível parceria. "Poderíamos ainda mandar nossos garotos para lá", disse. Segundo ele, as porcentagens a que o clube tem direito na negociação com os norte-americanos são maiores do que as recebidas com os sul-coreanos. Os valores, no entanto, não foram revelados. O contrato de intercâmbio com sul-coreanos rende ao clube de Franca quase R$ 14 mil/mês ou em torno de R$ 800 por garoto. Hoje, 17 estrangeiros vivem em um alojamento. "Temos mais dez lugares para abrigar jogadores, americanos talvez", disse Braga. COMO FUNCIONA A possível vinda de norte-americanos funciona, de maneira simplificada, da seguinte forma: uma pessoa conhecida como contato ou intermediário e residente no país de origem do atleta oferece um serviço geralmente para universitários dispostos a aprender futebol no Brasil. Esse intermediário já possui contato estabelecido com clubes brasileiros interessados em receber os atletas. O jogador vem ao Brasil com visto de um ano. O clube brasileiro só recebe o jovem após provar na embaixada do país de origem dos jogadores sua existência por meio de documentos da Prefeitura e da federação à qual está filiada. Após o intercâmbio, os atletas incorporam em seu currículo o fato de terem jogado no Brasil, único pentacampeão do mundo, o que os valoriza.

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