Voçoroca atormenta moradores em S. Terezinha


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Morador caminha sobre um cano dentro de voçoroca na Vila Santa Terezinha: desilusão
Morador caminha sobre um cano dentro de voçoroca na Vila Santa Terezinha: desilusão
As voçorocas voltaram a atormentar os moradores de Franca. Dessa vez, os prejudicados são os moradores na Vila Santa Terezinha, que vivem, há cinco anos, inseguros e com medo de perderem suas casas em uma voçoroca localizada no final da Rua Martins MMDC. A Secretaria de Obras já reconheceu que o local tem que ser reparado. Um muro e um poste já foram engolidos pelo buraco. A situação é agravada por parte dos moradores, que joga animais mortos, lixo doméstico e entulho no buraco, transformando-o em um lixão. Quando chove, a água fica acumulada e aumenta ainda mais os riscos de deslizamentos. Quem mora no local está indignado. “É uma pouca - vergonha isto continuar assim depois de tanto tempo. Não acredito em mais nada e em ninguém. Todos os anos eu escuto a mesma história, mas nunca vi ninguém fazer nada”, disse Josilene Tavares Silva, 29, que mora há 14 anos no bairro. Como não há sinalização sobre o problema, os moradores têm medo de quedas. “Imagina se alguma criança escorrega e cai lá dentro? Lá em baixo tem uma poça que deve ter mais ou menos um metro e meio de profundidade. É muito perigoso”, disse a dona de casa Maria Grace, 64, que mora em uma casa ao lado do buraco. A Justiça, por enquanto, não quer se envolver no caso. Procurado ontem pela reportagem, Fernando de Andrade Martins, promotor do Meio Ambiente, afirmou que não vai falar sobre o caso até conhecer “detalhes” do processo. Se achar que é necessário, ele disse ainda que abrirá inquérito para investigar o problema. Um outro problema que afeta os moradores são os insetos. “Já comprei veneno, mas ninguém vence a quantidade de pernilongos. Tenho criança de colo que está toda picada”, disse a moradora Patrícia Tavares. OUTROS CASOS Falar de casos que envolvem voçorocas em Franca não é mais novidade. Pelo menos dez casos foram acompanhados pelo Comércio apenas neste ano. O último caso, no Jardim Dermínio, foi veiculado no dia 11 deste mês. A situação do bairro é irreversível e a Prefeitura precisou desapropriar os imóveis e indenizar as famílias da região.

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