A situação do policial militar acusado de roubo se complicou de vez. A Justiça decretou, ontem, a prisão preventiva do soldado Claudemir Barbosa, 23, que teria participado de um assalto à mão armada em Cristais Paulista. Caso não haja outra decisão judicial em seu favor, ele deverá aguardar a julgamento atrás das grades.
Integrante da Companhia de Força Tática - grupo da PM responsável por atuar em ocorrências de maior gravidade, como assaltos, por exemplo - o soldado Claudemir está recolhido no presídio Romão Gomes, em São Paulo, desde o dia 16.
Inicialmente, a 3ª Vara Criminal de Franca havia decretado sua prisão temporária por cinco dias e, depois, prorrogou por mais cinco. O prazo venceria ontem, mas a Justiça deferiu solicitação da Polícia Civil de Cristais Paulista e decidiu mantê-lo preventivamente na cadeia. “Foi oferecida denúncia de roubo por parte do Ministério Público e aberto processo no Fórum. Com a decretação da prisão preventiva, o policial ficará preso até o julgamento. Só deixará a prisão antes se a prisão for revogada por outra decisão judicial”, explicou o delegado Pedro Luiz Dallaqua.
O roubo atribuído ao policial aconteceu dia 12 de julho, em um posto de combustíveis no Centro de Cristais. Dois homens em uma moto invadiram o local, renderam o frentista e levaram cerca de R$ 360. Um bandido foi preso em flagrante. No telefone celular dele, havia ligações do aparelho do policial. Um padrinho do acusado foi surpreendido na mesma noite levando roupas para ele naquela cidade. “Não temos dúvida do envolvimento do policial no crime. Agora, a Justiça decidirá se ele será condenado ou absolvido”, finalizou Dallaqua.
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