Tomo a liberdade de traçar um pequeno comentário sobre este tão delicado assunto (tema da Gazetilha, de Alfredo Palermo, publicada pelo Comércio em 15 de julho, disponível para leitura no link http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=19104). Inexiste no Brasil uma avaliação da personalidade da população forense brasileira exceto o realizada pela Dra. Hilda Clotilde Penteado Morana. O trabalho foi realizado através de uma entrevista semi-estruturada de 56 sujeitos pertencentes à população carcerária. Observou ela que 58% apresentavam transtorno global da personalidade (psicopatas) e 42%, transtorno parcial da personalidade anti-social. O teste teria assim o poder de discriminar os dois grupos e, desta forma, identificar os sujeitos com traços ou tendências não psicopatas passiveis de recuperação. Conclui que a aplicação do teste poderia prevenir a reincidência criminal.
João A Granzotti
é leitor do Comércio da Franca
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