“Olha, bem, eu não dou entrevista sem autorização da Diretoria de Ensino (...) Eu tenho chefe, eu tenho que dar satisfação, eu sou subordinada, eu não tenho autonomia. Aqui nós temos hierarquia e como funcionária pública, eu acato ordens”. Essa foi a justificativa da diretora da Escola Estadual “Júlio D’Elia”, Dirce Ferreira, para não comentar o caso do aluno TJB, 15. O aluno estuda na unidade no Jardim Aeroporto.
Em conversa gravada pelo Comércio na tarde de terça-feira, Dirce, nitidamente exaltada, negou-se comentar qualquer tema relacionado a TJB. Exaltada e utilizando um tom de voz agressivo, ela questionou os motivos pelos quais a reportagem necessitava do contato da psicopedagoga Rute Jacinto.
Mesmo depois, mais calma, evitou o contato com a reportagem. “Continuo afirmando: eu não posso, eu não tenho autorização da Diretoria de Ensino para qualquer tipo de entrevista em relação a esse assunto. Se a Diretoria disser que não tem problema, para mim tudo bem”.
Ainda na terça-feira, o Comércio solicitou por e-mail autorização da dirigente regional de Ensino, Ivani Marchesi, para Dirce Ferreira ser entrevistada sobre TJB, mas não obteve retorno.
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As dificuldades de aprendizagem não são restritas a TJB e à Escola “Júlio D’Elia”. No ano passado, a Diretoria de Ensino havia feito levantamento e, por fax, informou ao jornal que outros 500 alunos da rede estadual de Franca eram considerados analfabetos. A reportagem encaminhou e-mail à Secretaria de Educação do Estado, mas, sem o fax em mãos, a assessoria disse que não poderia informar como está a situação destes estudantes.
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