MLST invadiu seis áreas em um ano e meio


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Em um ano e meio, os militantes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) invadiram seis propriedades, sendo uma em Ribeirão Corrente e as outras em Cristais Paulista. No começo, eram dois grupos agindo na região. Cada turma tinha, em média, cem famílias “pulando” de uma área para outra. Sempre com a promessa de montar um novo acampamento na região. Com o passar do tempo, como não conseguiram o tão sonhado pedacinho de terra, muitas famílias desistiram e voltaram para casa. No fim do ano passado, os grupos se uniram e hoje não há mais de 120 famílias. São pessoas de famílias de Franca, Cristais, Restinga, Batatais e até de Minas Gerais. Muitas trabalharam em fábricas de calçados em Franca e depois que perderam o emprego se uniram ao movimento. Muitas dessas pessoas estavam presentes na invasão da Fazenda da Mata em Cristais, de propriedade da Família Samello, em maio do ano passado. Os sem-terra só deixaram a área depois que advogados dos donos conseguiram reintegração de pose. O grupo permaneceu no local por 15 dias. Na fazenda cortaram bambus para montar o acampamento. Quando deixou a propriedade, o grupo ocupou a Fazenda Jandira, também em Cristais e conseguiu o aval do proprietário para permanecer na área por três meses. Na mesma época, parte do grupo foi para Brasília e se envolveu no quebra-quebra do Congresso Nacional. Dois integrantes da coordenação permaneceram presos por 40 dias. Até agora, os militantes não conseguiram nada. O mais próximo que chegaram foi conseguir que técnicos do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) avaliassem a Fazenda Santa Cruz, próxima à divisa com Claraval. O órgão chegou a negociar com a família, mas não fecharam negócio. Como as negociações não avançaram, os integrantes do movimento desistiram e ocuparam o Sítio São José onde ficaram por três meses. Eles deixaram a área ontem. Agora esperam o resultado de uma nova rodada de negociações.

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