Vereadores batem boca no plenário


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A discussão de assustos que interessem a população deu lugar a um verdadeiro ‘barraco’ na sessão de ontem da Câmara dos Vereadores. Marcelo Valim (PSDB) e Gilson Pelizaro (PT) deixaram de lado o respeito mútuo e partiram para um bate-boca desregrado, que chegou a lembrar uma discussão de bar. O “rolo” começou quando Pelizaro utilizou a tribuna para criticar a administração de Sidnei Rocha, tucano como Valim. O assunto abordado foram as denúncias de que a Prefeitura facilita para que a Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) assuma obras públicas com a ajuda de empresas “laranjas”. Qualificou o fato como “ilegal, absurdo e fraudulento”. Valim não agüentou calado. Também foi à tribuna e, entre argumentos de defesa ao prefeito, atacou a administração passada, do petista Gilmar Dominici. A partir daí, os dois esqueceram o tradicional aparte e passaram a discutir acintosamente. Ao notar que a discussão partia para o aspecto pessoal, o presidente da Câmara, Joaquim Ribeiro (PSB), notabilizado por fugir de posicionamentos mais contundentes, resolveu agir e apaziguar a confusão. Cortou o bate-boca e disse a Valim que voltasse ao seu lugar, já que seus dez minutos de tribuna estavam esgotados. O tucano, então, a caminho da Mesa Diretora, atacou: “Quer criticar como? Só tem ladrão no PT”. Pelizaro não deixou por menos e devolveu: “Que eu saiba não é o PT que está todo dia nas páginas dos jornais”. Ao contrário de discussões convencionais, não houve turma do “deixa disso”. A “briga”, contudo, teve fãs. “É cada um defendendo seu lado e criticando o outro. Ali é o palco para discussões mais acirradas. A gente acaba gostando quando acontece”, disse Marcelo Mambrini (PMN).

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