Acabou a farra


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A Francal ainda é o principal assunto no meio empresarial de Franca. Estão dizendo que o número de visitantes foi menor que o do ano passado. Quem percorreu os corredores do Anhembi percebeu. A queda do movimento gerou muitos comentários e várias justificativas. Uns dizem que foi por causa da data, que precisa ser antecipada, visando as vendas para o Dia dos Pais. Outros consideram que a valorização do real é o principal motivo. A crise aérea também ganhou espaço nas rodas de lamentação e até o feriado prolongado. De fato, na segunda-feira 9 de julho, véspera do evento, quando se comemorou o Dia da Revolução Constitucionalista, a capital paulista parecia uma cidade do interior nas tardes de domingo. O trânsito estava uma beleza, as ruas vazias e só havia congestionamento nos bares. Provavelmente em cada um deles havia um francano. Não se pode precisar um número, mas é permitido arriscar que cerca de 20 mil profissionais do setor calçadista deixaram o pólo local e estiveram em São Paulo na semana da feira. O presidente da promotora, Abdala Jamil Abdala, não gostou quando compararam a Francal a uma grande festa. ‘’Nós estamos em cenário de trabalho sério’’, disparou. Mas tem um clima festivo sim. Aliás, é o otimismo exacerbado que normalmente compromete o desempenho de muitos expositores. Foi-se o tempo que bastava preparar algumas amostras e ficar no estande, esperando o lojista passar. Houve mesmo menor número de compradores na exposição. E o que se diz sobre a redução no volume de negócios é quase tudo verdade. Mas quem leva o investimento, que não é barato, a sério, sabe que o sucesso no evento depende exclusivamente de como ele se preparou para estar ali. Uma boa estratégia de marketing ajuda, mas o princípio de tudo é a coleção a ser lançada. Muitos fabricantes ainda não acordaram para a importância de apresentar produtos diferenciados, com qualidade e preços compatíveis. A feira que terminou em São Paulo na sexta-feira 13, mostrou que no mundo dos negócios não existe sorte nem azar. Esta edição da Francal deixou claro que não existe mais espaço para amadores. ALEXANDRE TABAH é sócio-diretor do Shopping do Calçado de Franca, da Alta Agência de Publicidade e Marketing e presidente da Associação dos Moradores dos Bairros Recanto Fortuna e Monte Carlo

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