José Eduardo Corrêa foi categórico em afirmar que não participou de fraudes. Negou que tinha conhecimento da proposta da Betontest e rejeitou até mesmo ter falado com a ex-cunhada, Taísa Franceschi, sobre a apresentação das propostas. “Eu nem conhecia a participação da Betontest”, desconversou. Em relação às denúncias do Ministério Público, não acrescentou nada de novo. Como os outros, alegou inocência.
Em alguns momentos, parecia testar a paciência dos membros da CEI. Quando questionado sobre sua relação com Taísa Franceschi, sua ex-cunhada, disse que, comercialmente, não havia qualquer tipo de vínculo. “Eu diria que é apenas uma relação de cordialidade”, disse.
Sobre a acusação do MP de a FFC ter utilizado a mesma máquina de escrever que a Betontest para elaborar sua proposta, Corrêa procurou minimizar o fato. Disse que a máquina pertence a seu sogro (que também é sogro de Taísa) e que não possui o equipamento em sua empresa. “Hoje em dia, é tudo feito no computador. Não vou investir em algo que não vou usar”, disse.
Por mais séria que seja toda a situação, Corrêa arrancou risos dos vereadores que conduzem a CEI. Disse que queria, na realidade, fazer a obra milionária do canal, mas que enviou proposta também para o projeto técnico por questões financeiras. “Preciso manter a empresa funcionando. É melhor um passarinho na mão do que dois voando”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.