As obras no Córrego dos Bagres, que consistiriam em aprofundar e alargar o leito do canal, foram anunciadas pelo prefeito Sidnei Rocha em 20 de março último como solução para o problema das enchentes na cidade. Contudo, passaram a ser investigadas, 11 dias depois, sob suspeita de fraude na licitação, com superestimativa de valores baseada no projeto técnico da obra. Rocha decidiu cancelar a licitação.
A empresa Betontest venceu a tomada de preços, que previa um teto de R$ 40 mil, com uma proposta de R$ 39,8 mil, e elaborou um projeto que custaria R$ 4,2 milhões aos cofres públicos.
Desconfiado, após descobrir que a proprietária da empresa, Taísa Franceschi, é mulher de um engenheiro da Secretaria de Planejamento, Marco Franceschi, Rocha ordenou que um estudo fosse feito pela Emdef, que anunciou um valor bem abaixo: R$ 2,9 milhões.
Autor das acusações mais contundentes, o MP passou a investigar e concluiu que havia um grupo de empresários e funcionários públicos articulando para desviar R$ 1,2 milhão dos cofres públicos. O promotor responsável pelas apurações, Paulo Borges, abriu ação civil pública, sob suspeita de improbidade administrativa e formação de quadrilha contra seis envolvidos no caso.
Respondem na Justiça o casal Franceschi, o dono da FFC, José Eduardo Corrêa; o engenheiro contratado pela Betontest, Virgínio Reis; o ex-secretário de Planejamento Wilson Teixeira e o ex-presidente da Copel (Comissão Permanente de Licitações), Caetano Perobelli.
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