A imprudência de pessoas que insistem em soltar pipas com cerol e a falta de repressão por conta da polícia por pouco não provocaram uma tragédia sábado em Franca. O pintor Osmar Jerônimo Dias, 54, foi atingido por uma linha com cacos de vidro e sofreu um profundo corte no pescoço. Perdeu bastante sangue, mas foi socorrido a tempo. Segundo o médico que o atendeu, a vítima não morreu por sorte.
Era por volta das 11 horas e o pintor passava com sua bicicleta pela Avenida Doutor Hélio Palermo, altura do Jardim Paulista. Em determinado momento, sentiu algo se prendendo ao seu pescoço. “Passei a mão e vi que era uma linha com cerol. Começou a sangrar na hora. Tirei a linha com cuidado, pois, se puxasse, poderia me cortar mais ainda. Ainda bem que estava devagar. Caso contrário, poderia ter sido fatal”.
Osmar foi encaminhado ao Pronto-Socorro “Doutor Janjão” e medicado. Ainda assustado e com as roupas sujas de sangue, falou com a reportagem e disse que não eram apenas crianças que soltavam as pipas com cerol. “Tinha adultos, marmanjos também. Eles falaram: vamos vazar, que machucou o cara, lá. Saíram correndo e não me deram socorro. Na minha opinião, o cerol é uma atitude criminosa”.
Responsável pelo atendimento à vítima, o médico Paulo Roberto Oliveira disse ao Comércio que a sorte evitou um desfecho trágico para a ocorrência. “A linha cortou apenas o músculo do pescoço dele. Se o rapaz estivesse em uma moto ou correndo um pouco mais, a veia jugular e a traquéia seriam atingidas. Nesse caso, poderia ter morrido. Podemos dizer que escapou por pouco”.
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