Mais de 80 veículos são retirados das ruas por mês


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Por mês, mais de 80 veículos são retirados das ruas de Franca pela Polícia Militar. São automóveis e motos, em sua maioria, com documentação irregular ou falta de condições de uso. Os dados são da Guarda Municipal, que em parceria com a polícia fiscaliza o trânsito da cidade. Depois de apreendidos, os veículos são levados para o pátio do Dinfra (Distritos Industriais de Franca). O local tem capacidade para abrigar 900 veículos, entre carros, motos, caminhões e ônibus. Hoje guarda 650, a maior parte de carros velhos e antigos. “Em torno de 70% dos carros que estão estacionados no pátio são Fuscas, Monzas e peruas velhas com problemas de documentação e em más condições de uso”, disse o tenente Sérgio Buranelli, comandante da Guarda Municipal de Franca. Não há dados oficiais, mas esses veículos acabam abandonados por seus donos e levados a leilão. “O problema é que, para retirar o veículo, o proprietário precisa regularizar a documentação. Normalmente, o que falta é o licenciamento que custa de R$ 70 a 80. Mas ele depende do pagamento das multas, diárias do pátio, guinchos e as despesas com despachantes. Esses últimos gastos é que acabam pesando e, muitas vezes, ultrapassando o valor do veículo”, disse Buranelli. Para o comandante, o número de apreensões em Franca é alto e se deve, principalmente, à falta de atenção dos motoristas. “Às vezes, o proprietário fica cinco anos sem pagar o IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor), seguro e outras taxas obrigatórias e, quando é parado pela polícia, descobre que tem uma dívida alta para pagar e acaba preferindo abandonar o carro”, disse. José Vanderley de Carvalho sabe bem os transtornos de ter um veículo apreendido. Ele foi parado em uma blitz da polícia. “Eu estava sem os documentos da moto e com o seguro obrigatório atrasado. Acabaram levando a moto para o pátio”. Ele gastou R$ 360 para acertar as dívidas, fora os seis dias da diária. “Tive que correr atrás para conseguir o dinheiro. Fiquei com medo de perder minha moto que uso para trabalhar”.

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