O governo federal é, hoje, o maior credor da Santa Casa. Os valores ultrapassam os R$ 10 milhões e se referem a um empréstimo tomado do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). O dinheiro, de acordo com a diretoria, foi emprestado com o objetivo de investir no hospital, mas teve de ser empregado para cobrir o déficit financeiro da tabela SUS (Sistema Único de Saúde). “Foi com isso que nos mantivemos nos últimos tempos”, disse o superintendente Fernando Bueno.
Pelo acordo com o banco, a Santa Casa tem de repassar mensalmente R$ 200 mil ao BNDES para amortizar a dívida. Segundo Bueno, os pagamentos estão em dia. “Não é essa conta que mais nos preocupa, pois é um alto valor, mas estamos cumprindo com o que contratamos. O problema, mesmo, é o prejuízo operacional”, disse.
De acordo com o diretor, os outros grandes débitos da Santa Casa, cuja dívida total estaria em torno de R$ 20 milhões, continuam sendo os débitos com os fornecedores. “Além dos valores passados, que são de aproximadamente R$ 6 milhões, temos de nos preocupar com os recentes, que somam outros R$ 4 milhões”, disse.
Apesar das dívidas nada modestas, Bueno acredita que a instituição continua viável e corre atrás de caminhos para se manter. “Com a chegada desse dinheiro do Estado (R$ 600 mil por mês) e da verba do deputado Gilson de Souza (R$ 2 milhões), demos uma equilibrada. E vamos nos erguer. Escreva aí: um dia, a Santa Casa vai fazer filantropia com seus próprios recursos”. (MJ)
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