Donadelli quer produzir vinho no fundo da fábrica


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Produzir vinho. Esse é o sonho do empresário calçadista e presidente do Sindifranca (Sindicato das Indústrias Calçadistas de Franca), Jorge Donadelli. O curioso, porém, fica por conta do local para a produção. Juntando duas paixões, ele escolheu o quintal de sua fábrica de calçados, na Vila Chico Júlio, região central de Franca, para começar o plantio. As primeiras mudas de uvas foram encomendadas numa vinícola de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e o solo vem sendo preparado. A área é pequena, algo em torno de 40 metros quadrados, e fica ao lado de hortaliças, pés de mandioca, coqueiros e um milharal. As uvas são da espécie Cabernet Sauvignon, uma das mais importantes em qualidade para a produção de vinho tinto seco. Alguns vinhos chilenos bem conhecidos, como Sunrise, são fabricados por esta espécie de uva. No total, o industrial deve gastar R$ 10 mil para começar o projeto. “É um sonho de criança. Sou descendente de italianos e morei em uma fazenda onde meu pai cuidava de uma bela parreira. Isso ficou na minha lembrança e, não sei porque, agora resolvi tentar produzir vinho em Franca. Já fui desaconselhado, mas vou tentar”. Os cuidados ficarão por conta do próprio Donadelli, com o auxílio de um jardineiro. A intenção dele é acompanhar todo o processo de produção. “As uvas devem chegar em breve. São 30 mudas que tenho até 15 de agosto para plantar. Como elas são mudas novas, não farei vinho da primeira colheita no início do ano. A previsão para a produção do vinho é fevereiro de 2009”. Com esse total de mudas, Donadelli pretende produzir até cem litros de vinho ao ano. Enquanto cultivar as uvas, em dois corredores de cerca e com direito a muito sol, Donadelli amadurecerá o processo que implantará para a obtenção do vinho. “Tenho um ano de prazo para estudar, mas quero fazer de maneira mais moderna e com orientação de especialistas”. CALÇADO Engana-se quem pensa que Donadelli abandonará os calçados. A produção é encarada como a realização de um sonho e sem interesse de comercialização. Segundo o industrial, a intenção é produzir apenas para consumo próprio e para presentear amigos. “Seria um passatempo, sem compromisso. Não é um plano. Por hora, não tenho pretensão de fazer disso um negócio”, disse o empresário.

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