A Polícia Civil ganhou um fôlego a mais para apurar a suposta participação do soldado Claudemir Barbosa, 23, em um assalto à mão armada em Cristais Paulista. A Justiça prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária do PM integrante da Companhia de Força Tática de Franca. O prazo vencia ontem e, se não fosse renovado, o acusado seria libertado.
Responsável pelas investigações, o delegado Pedro Luiz Dallaqua vai correr, agora, para concluir o inquérito e remetê-lo dentro do prazo ao Fórum. “O tempo é curto, mas vamos juntar os autos e relatar para a Justiça. Com base nas provas colhidas, solicitaremos a prisão preventiva do acusado”.
Caso a preventiva seja decretada, o soldado poderá ficar preso até o julgamento. Além do processo na esfera criminal, ele também responderá a um IPM (Inquérito Policial Militar) e corre o risco de ser exonerado. Segundo a Polícia Civil, Claudemir Barbosa teria participado de um roubo a um posto de gasolina em Cristais no dia 12.
Em depoimento à polícia, quinta-feira, o soldado negou envolvimento com o crime e disse ter apenas participado de uma festa do peão em Cristais Paulista na noite do roubo. A versão não convenceu o delegado Pedro Dallaqua. “Temos convicção de sua participação. As provas são fortes, tanto é que a Justiça decretou a prisão e prorrogou o prazo da temporária”. Claudemir Barbosa está recolhido no presídio Romão Gomes, em São Paulo.
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