‘Eu queria ajudar a cidade’, diz engenheira


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Em alguns momentos de seu depoimento, Taísa se emocionou. Quase chorou. Disse ter sido prejudicada “moralmente e fisicamente” com todas as acusações que pesam sobre ela, seu marido, seu sócio e seu ex-cunhado. “Tudo que estou passando...para mim, tudo virou pó (...) sinto tristeza, indignação. Sinto que isso nunca será reparado em minha vida”. Ao ser questionada pela vereadora Graciela Ambrósio (PDT) sobre quem a teria prejudicado tanto, não elencou nomes. “Fiquei sabendo do cancelamento da obra pelo meu marido, que recebeu um telefonema na Prefeitura de um repórter do jornal. Ninguém (referindo-se, provavelmente, à Prefeitura, já que o Comércio sempre a procurou) deu espaço para me defender (...) Mas prefiro, não vou fazer como fizeram comigo, um pré-julgamento”, disse. Para o vereador Silas Cuba (PT), presidente da CEI, Taísa ficou “na retaguarda” e não acrescentou muita coisa nova. “A informação mais interessante é que o prefeito até agora não pediu os R$ 10 mil que já pagou à Betontest”, disse. “Pior: tem usado o projeto para pedir dinheiro para o governo federal”. Na segunda-feira, o ex-cunhado de Taísa e proprietário da FFC, José Eduardo Corrêa, será interrogado. A terceira empresa a participar da licitação, a Infratécnica, também foi notificada e pelo menos um de seus sócios terá de de apresentar.

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