Zé do Caixão aprova cineastas de Batatais


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“Você, você ou todos vocês, a quem pertence a Terra?”. Foi com esse jargão que o cineasta José Mojica Marins, 71, conhecido por seu personagem Zé do Caixão, abriu a primeira Mostra do Cineasta Batataense na noite de quinta-feira, dia 19, no Teatro Municipal Fausto Bellini Degani, em Batatais. Convidado pelo idealizador do projeto cultural Oficina de Cinema Meu Primeiro Filme, que resultou na mostra, José Adalto Cardoso, Marins assistiu aos oito curtas-metragens apresentados, analisou-os e fez a entrega dos certificados aos 40 alunos participantes. “Foi algo realmente surpreendente. Vi alguns curtas que pareciam ter sido feitos por profissionais. A rapaziada conseguiu fazer tudo muito bem: enquadramento, respeito de esquerda, o eixo ótico não foi quebrado, procuram até criar músicas. Saio daqui entusiasmado.” Marins, que dedica a vida ao cinema, disse que a sétima arte é a mais importante por se perpetuar. “Este tipo de evento deveria ser copiado por outras cidades do Brasil. É assim que encontramos talentos. O cinema é considerado a sétima arte, mas é a arte mais forte. Fica para todo o sempre. Vamos lutar pelo cinema.” O público pôde assistir gratuitamente aos curtas: Garoto Linha Dura, Verdadeiro Amigo, Visita Íntima, Efeito Bumerangue, Recordar é Viver, Rua Fissura Ôntica, O Aniversário de Dom Pedro e Reefdom. Todos produzidos em Batatais. A oficina de cinema, mantida pela prefeitura, existe desde março. “Eles aprendem, na prática - há pouca teoria no curso -, como fazer roteiros, produção, preparação, locação, filmagem e edição”. Não houve premiação. “A idéia não era fazer um festival e sim uma mostra não competitiva. As pessoas estão aprendendo. Não queríamos criar um clima de disputa.”

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