Baseada no texto da norte-americana Eve Ansler, “The Vagina Monologues”, que traz trechos de sua experiência pessoal e de entrevistas com 200 mulheres, em todo o mundo, a peça Os Monólogos da Vagina fez muito sucesso em São Paulo. Em cartaz há sete anos, a versão brasileira está em Franca, neste fim de semana, com sessões no Teatro Municipal, hoje às 21h30 e amanhã às 20 horas.
Os ingressos podem ser encontrados, até as 15 horas de hoje, na Sealy Soter Sonhar, na Avenida Major Nicácio, 1845, por R$ 40 inteira e R$ 20 meia. Após esse horário e no domingo, os convites serão vendidos no Teatro Municipal por R$ 50 inteira e R$ 25 a meia.
No palco, uma expressão leve, cômica e ao mesmo tempo dramática dos anseios e fantasmas do sexo feminino. A adaptação e direção são de Miguel Falabella, que ‘abrasileirou’ as histórias. No palco, três atrizes (Tânia Alves, Fafy Siqueira e Vera Setta) tratam, com muito humor, de diversos assunto femininos como, primeira menstruação, experiência da maternidade, descoberta do orgasmo, entre outras coisas.
De forma bem-humorada, com muita naturalidade, as atrizes descrevem a genitália feminina livres de qualquer preconceito, arrancando gargalhadas da platéia. “Não falamos só de genitália.
O texto leva as mulheres a assumirem a sua sexualidade naturalmente. Tem mulher que tem vergonha de dizer a palavra vagina”, disse Vera.
A atriz e produtora garante que não há nada pornográfico na produção, apesar de citar a palavra vagina 128 vezes nos esquetes e nomeá-la com praticamente todos os nomes com os quais ela é conhecida. “O texto é romântico e divertido”.
Um dos pontos de destaque do espetáculo são os figurinos. As atrizes fazem mais de 30 trocas de roupas ao longo do espetáculo e usam 21 perucas diferentes. O cenário é composto de 40 painéis com ilustrações eróticas.
PRÊMIOS
Detentora de cinco categorias do Prêmio Qualidade Brasil, no Rio de Janeiro e em São Paulo, a montagem de Os Monólogos da Vagina é um fenômeno de público. Segundo estimativas da produção, a peça já foi vista por mais de 1 milhão de espectadores, em 1,2 mil sessões, realizadas em 60 cidades brasileiras.
Levado ao palco pela primeira vez no circuito Off-Broadway, em Nova York, em 1996, pela própria autora, a peça foi estrelada por famosas atrizes do cinema. Glenn Close, Whoopi Goldberg, Wynona Rider e Susan Sarandon viveram as personagens que no Brasil já foram de Zezé Polessa, Cláudia Rodrigues, Cissa Guimarães, Bia Nunnes, Lúcia Veríssimo, Totia Meirelles e Mara Manzan. Diferentemente da montagem americana, na qual Eve Ensler conversava com a platéia sentada em um banquinho, Miguel Falabella optou por três atrizes para desempenhar os diversos papéis da peça.
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