Engenheiros vêm ai


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Em um fim de semana agitado para os francanos quem gosta de curtir um show, os adolescentes e os quarentões fãs de sucessos como O Papa é Pop, Infinita Highway, Somos Quem Podemos Ser, entre outros, têm destino certo neste sábado: show dos Engenheiros do Hawaii, no Castelinho, a partir das 23 horas. Depois de dois anos na estrada, a banda faz um dos últimos shows da turnê do Acústico MTV em Franca e vai dar uma canjinha do novo trabalho que chega às lojas em agosto: Novo Horizonte. O VJ Reinaldo Freitas, do café Cancun de Ribeirão Preto, abre o show com som e vídeos dos anos 80 e, para fechar a noite com muita animação, o DJ Giuliano Marangoni vai transformar o espaço do show em boate. Os convites podem ser comprados na Teen Shirts, Tenywee, lojas 775 e San Diego Escola de Inglês. A pista custa R$ 25, o camarote feminino R$ 40 e o masculino R$ 50. Os convites para as mesas open bar e com tábuas de frio são encontradas na Marine Turismo por R$ 70, por pessoa. A expectativa de Adérmis Marine, um dos organizadores do evento, é que 6 mil pessoas prestigiem o show. Em entrevista exclusiva para o jornal Comércio da Franca e rádio Difusora, o líder dos Engenheiros, Humberto Gessinger, disse que o show do Acústico foi o melhor que o grupo já fez. “Gostei do formato Acústico, me aprofundei, comecei a tocar com a viola. Estamos com cenário novo, canções novas. Vai ser um supershow”. Os fãs vão notar uma novidade no som dos Engenheiros. Depois de mais de 20 anos de estrada, Gessinger trocou os acordes elétricos de guitarras e baixos pelo som acústico da viola caipira, marca do novo CD. As longas madeixas do gaúcho também foram aparadas. O momento é de transição. “Quando eu gravei o Acústico MTV, não esperava que fosse ser tão importante para mim como instrumentista. Na turnê, comecei a experimentar outros instrumentos, como a viola caipira”. Quanto às composições, o estilo permanece. Uma ambigüidade entre cultura de massa e arte. Valores diferentes da música pop, agregados com letras politizadas. “Estou me sentindo à vontade com o som acústico e minhas letras ficam naturais nesse ambiente. Pretendo ficar nesse ambiente por um bom tempo. Estamos conseguindo segurar músicas que originalmente foram gravadas com som elétrico, por isso acho que a banda não perdeu com essa mudança. Houve um amadurecimento”. Mudanças à parte, o público continua o mesmo. Os shows dos Engenheiros reúnem desde adolescentes até a geração dos anos 80. “Nosso público é atento, muito próximo da gente e não se surpreendeu com o novo estilo de som. A recepção nos últimos shows está sendo legal”. Preservando o estilo próprio - que não agrada muito aos críticos - Gessinger disse que não faz música para agradar, faz o que é preciso. “Acho que o artista nunca deve se preocupar com o que público quer ouvir. E isso é um sinal de respeito. Na hora de compor, não nos devemos guiar pelo que o público quer escutar. Tenho sorte de fazer o que acho que preciso e de ter pessoas interessadas nisso também”. PROMOÇÃO A promoção ‘Se Liga nos Engenheiros do Hawaii’ terminou na noite de ontem. Três sortudos poderão levar um acompanhante cada ao megashow, para curtir bebida à vontade no Camarote VIP.

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