O soldado da Força Tática da Polícia Militar de Franca Claudemir Barbosa, 23, preso sob a acusação de envolvimento em assalto à mão armada, deixou a cadeia ontem para prestar depoimento em Cristais Paulista, onde o crime aconteceu. Detido no presídio Romão Gomes, em São Paulo, ele veio em um camburão, algemado. No fim da tarde, retornou para a capital. O delegado Pedro Luiz Dallaqua conta detalhes.
Comércio - O que o policial disse?
Dallaqua - Ele negou envolvimento e confirmou que esteve em Cristais no dia, mas que teria ido apenas à festa de peão. Ao saber que era procurado por roubo, fugiu e ficou escondido até contatar advogado.
Comércio - Como ele justifica o celular dele no telefone do assaltante preso em flagrante?
Dallaqua - Ele alegou que não conhecia pessoalmente o outro rapaz, mas que conversaram pelo telefone sobre venda de perfumes.
Comércio - Qual a explicação para o telefonema ao celular do padrinho dele?
Dallaqua - Ele disse que telefonou para o padrinho para que ele fosse a Cristais participar da festa. Negou ter dito que estava com problemas em Cristais.
Comércio - Convenceu?
Dallaqua - Não. É uma versão inverossímil. Os fatos e as provas dizem que ele participou do crime. Tanto que foi decretada a prisão temporária.
Comércio - Que provas?
Dallaqua - No dia dos fatos, ele estava escondido às margens da rodovia e conversou com o policial que atendeu o celular do padrinho dele. Também ligou para o celular do criminoso preso. Temos indícios fortes de que ele era a segunda pessoa envolvida no assalto.
Comércio - A prisão temporária vence hoje. Qual será o procedimento?
Dallaqua - Vamos pedir a prorrogação por mais cinco dias para que possamos relatar o inquérito. Caso a Justiça decida por não prorrogar, ele será solto à meia-noite de sexta-feira.
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