Racha: presidente quer dispensar vice


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O clima no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Franca está o pior possível. Um racha entre o presidente José Nhozinho Sales Ramos, o “Paraná”, e seu vice, José Joel Garcia, tem ocupado mais tempo e mobilização da diretoria do que a própria finalidade da entidade, que é defender o interesse dos mais de 3,5 mil servidores. O clímax da contenda acontece amanhã, quando ocorre uma assembléia extraordinária, convocada por Paraná, para tratar da expulsão de Joel do comando do sindicato. Paraná é funcionário vinculado à Secretaria de Obras, mas está afastado para exercer o trabalho sindical (ver mais em texto nesta página). Ele justifica sua atitude dizendo que Joel não está ajudando o sindicato em suas ações. “Vamos discutir a devolução desse diretor (Joel) à Prefeitura. Sua atuação não mais satisfaz os anseios da categoria. Vamos solicitar alguém que dê sequência no trabalho que estamos fazendo”, disse. Embora não cite quais tarefas o vice deixa de cumprir a contento, Paraná afirma que a atuação de Joel tem motivado reclamações dos associados. Suas frases, contudo, deixam claro o ranço pessoal com Joel. “Queremos fazer um trabalho regional, com as cidades da região (sic), e o vice-presidente atual não tem disponibilidade de tempo para realizar esse serviço. Ele está recebendo, mas não está atuando da forma correta”, disse. “Além disso, vamos dar andamento à construção de nossa sede e precisamos de uma pessoa mais qualificada”. Joel não gostou das críticas e disse que as motivações são pessoais e políticas. O pivô de toda a briga seria a presidência do sindicato, que o vice promete disputar em janeiro. “Desde que ele (Paraná) tomou posse, há divergências. Cumpro meu horário no sindicato e estou lá todos os dias às ordens. Mas, na assembléia, estarei à disposição da categoria para esclarecer tudo. Aliás, à disposição dele, já que ele começou isso tudo”, disse. Caso seja definida a destituição de Joel, ele deverá retomar sua função na Prefeitura como guarda civil. Ele disse não temer o retorno ao batente, mas deixou claro que a briga com Paraná está longe do fim. “Sou funcionário público há 18 anos e retorno às minhas funções assim que for determinado. Claro que, futuramente, posso e vou participar das eleições”. Colaborou Marcos Silva

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