Lei garante ‘vida boa’ a sindicalistas


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Não é difícil entender as razões de tanta briga pelo comando de sindicatos, inclusive o dos Servidores Públicos Municipais. Uma das principais vantagens é que os dirigentes, de certa maneira, deixam de ter patrão. Apesar de continuarem vinculados à empresa (ou setor público), não precisam comparecer nela para trabalhar. Além disso, contam com o recebimento normal de seus vencimentos e estabilidade por todo o tempo que estiverem ligados à atividade sindical. No caso da briga entre Paraná e José Joel, ideologias à parte, a diretoria cai bem para ambos. Paraná é funcionário da Secretaria de Obras. Ajudante-geral, quando em rotina normal de trabalho, atua em frentes de obra, realizando trabalho pesado. Já no sindicato, faz um serviço bem mais “light”, voltado para o aspecto administrativo. Fisicamente, óbvio, é muito menos desgastante. Já Joel é guarda civil. Dentro de suas atribuições, trabalha geralmente em ambientes tensos, como o PS “Dr. Janjão”, ou zela pelo patrimônio municipal, o que inclui ficar horas parado, em pé, em frente a repartições públicas. No mais, há um inevitável ganho de imagem e fomento a ambições políticas, como mostram os casos de sindicalistas que são eleitos para cargos públicos, como os deputados federais Paulo Pereira da Silva (Força Sindical) e Vicente Paulo da Silva (CUT). Mesmo em Franca, Luiz Carlos Vergara foi eleito vereador, tempos atrás, com apoio do Sindicato dos Enfermeiros e chegou a ocupar o cargo de secretário municipal de Saúde.

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