Índice de emprego é o pior do ano


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Kamila Cristina, 17, conseguiu emprego em junho. “Foi sorte a minha ter conseguido uma colocação em meio a tantas pessoas desempregadas”
Kamila Cristina, 17, conseguiu emprego em junho. “Foi sorte a minha ter conseguido uma colocação em meio a tantas pessoas desempregadas”
Junho foi o pior mês para geração de emprego em Franca desde o início do ano. O saldo ficou em 541 vagas, pouco mais da metade da média mensal que é de mil postos gerados. As informações são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), levantamento realizado mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)com base nos registros de baixa e admissão em carteiras de trabalho. Apesar da crise com a desvalorização do dólar, o setor de indústria de transformação, que inclui a indústria calçadista, continua sendo o que mais contrata na cidade. No mês passado, as fábricas criaram 237 vagas. Para o presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca, Paulo Afonso Ribeiro, a queda na geração de empregos em junho (em maio foram geradas 310) já era esperada por causa da sazonalidade do setor. “Em maio e junho, ocorre mesmo uma desaceleração nas indústrias que se reflete nos empregos. Isso é normal. Os índices devem melhorar a partir de agosto, com o início da produção de calçados para a temporada primavera/verão”. Marcos Paulo de Oliveira, diretor de marketing da Mariner, também concorda que a queda em maio e junho é normal e que a tendência é de aumentar o número de vagas oferecidas. Ele diz que ainda não é possível fazer um levantamento preciso, mas que, por causa da Francal (Feira Internacional de Calçados), realizada na semana passada, deverá haver um aumento entre 20% e 30% no número de vagas abertas. A revisora de calçados Kamila Cristina Silva foi uma das felizardas que conseguiram emprego em junho. Depois de quatro meses desempregada, ela arranjou colocação em uma fábrica no Distrito Industrial e está feliz da vida. Disse que quer se manter no emprego e passar um final de ano mais tranqüilo. “É muito bom estar fora da lista de desempregados. Sei que foi sorte a minha ter conseguido esse trabalho em meio a tantas pessoas desempregadas e à crise no setor calçadista”. NA RABETA Quando o assunto é geração de empregos, no mês de junho, o pior desempenho foi no setor de serviços de utilidade pública, com saldo negativo de cinco postos. Em seguida aparecem administração pública e extração mineral, que não contrataram ninguém. Colaborou Renata Modesto

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