Vendedor é detido com mil litros de pinga clandestina


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Qualquer semelhança entre a idade do personagem da história a seguir e a atividade que ele exerce não é mera coincidência. O vendedor Marco Antônio Maria de Souza Minelli, 51, foi detido ontem acusado de vender cachaça clandestina. Com ele, foram apreendidos mil litros de pinga. O carro usado para o transporte estava com a documentação irregular e também foi recolhido. “Essa desceu, queimando. Agora, vou vender cerveja. Mesmo se descer quadrada, pelo menos tem rótulo”. Marco é de Ribeirão Preto e trabalha na região vendendo aguardente produzido em Cajuru. No início da tarde de ontem, veio visitar clientes em Franca. A carroceria de sua Pick-up Strada estava carregada com embalagens plásticas de dois litros e garrafões de cinco litros cheios de pinga. Para escapar da fiscalização, entrou na cidade pela estrada de acesso a Restinga. Não deu sorte. Ao passar pelo Distrito Industrial se deparou com um comando da PM. Segundo os policiais, o vendedor não obedeceu ao sinal de parada e furou o bloqueio. Ele foi detido logo depois no Jardim Francano. Ficou constatado que a mercadoria era clandestina e imprópria para o consumo. A Vigilância Sanitária foi acionada e determinou a inutilização no aterro. O vendedor, que já tem passagens anteriores por estelionato e receptação, disse que a pinga era pura. “A cachaça é da boa. Quem bebeu, comprou de novo”. Ele teria investido R$ 500 e esperava lucrar o dobro. Ficou no prejuízo.

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