Decididamente este não é um País sério. Os bares, lanchonetes e restaurantes foram proibidos de vender qualquer tipo de medicamento. Isso faz tempo. Lugar de remédios é na farmácia, todos concordam.
Agora, uma pergunta. Você, caro amigo leitor, já comprou arroz, feijão, macarrão, sal e açúcar em bancos? Ou então sorvetes? Faz uma fézinha na Mega Sena em qualquer estabelecimento bancário? Certamente, não. Mas paga água, luz e boletos bancários nos supermercados, lotéricas e sorveterias - na Praça Sabino Loureiro, Estação, tem uma que atende até nos fins de semana. Tem mais, acredite se quiser, em Presidente Prudente as contas podem ser pagas até em ônibus circulares.
Por que as lotéricas, supermercados, sorveterias e, agora, ônibus circulares recebem contas se essa é a função dos bancos? Duas são as explicações: para facilitar a vida do cliente, mas muito mais especialmente porque os bancos não dão conta de executar seus serviços pelos quais são regiamente recompensados.
Basta ver os lucros de todos os bancos de nosso País - estratosféricos. Pior. Esse lucro absurdo é ilegal, já que a nossa Constituição prevê claramente um juro de 12% ao ano, no máximo. Os bancos cobram isso ao mês. Continua sendo ilegal quando debitam em conta tarifas e taxas sem a necessária especificação ou aviso prévio como manda a lei e ainda cobram juros sobre juros, o que também não é permitido.
Quanto às lotéricas, supermercados, sorveterias e ônibus circulares estarem fazendo estes recebimentos, é preciso lembrar que esses estabelecimentos não estão aparelhados para funcionarem como agências bancárias e nem seus funcionários ganham para servirem também de caixa de banco. Esta situação somente tende a se agravar na medida em que os bancos não aceitam receber determinadas contas, especialmente as de baixo valor e as filas são insuportáveis. A situação chega a tal paradoxo que o banco pura e simplesmente não aceita cheque, ou seja, o próprio banco desconfia e desconsidera um de seus instrumentos de negócio, o cheque. Para os bancos, os correntistas de outras instituições são absolutamente desonestos.
Claro está que este artigo em nada vai abalar ou comover quem quer que seja. Continuaremos pagando juros escorchantes, sendo mal atendidos, enquanto banqueiros inescrupulosos continuarão abrindo garrafas e mais garrafas de champanhe francesa, comemorando seus lucros estratosféricos a custa de cada um de nós. É preciso alguém ‘com aquilo roxo’ para cobrar seriedade dos banqueiros. Fazer ver a eles que de tanto chupar a laranja, um dia o suco vai acabar.
POSITIVO
Franca é a primeira cidade da região a implantar o projeto ‘Município Verde’, um dos programas prioritários do Governo do Estado de São Paulo, que consiste no desenvolvimento de um plano de ação contendo medidas e metas para a implantação e desenvolvimento de 10 diretivas, entre elas, eliminar até 2010 os lixões a céu aberto, promovendo a coleta seletiva e a reciclagem do lixo no município; aprimorar as áreas verdes municipais; desenvolver um programa de educação ambiental na rede de ensino municipal; auxiliar o governo no combate da poluição atmosférica, especialmente no controle da fumaça preta dos ônibus e caminhões a diesel e Implantar um programa municipal contra o desperdício de água. Representantes da secretaria Estadual do Meio Ambiente estarão nesta quinta-feira, às 9 horas, tratando desse assunto na Estação de Tratamento de Esgotos de Franca.
NEGATIVO
A pressão que a marginalidade exerce sobre os pequenos empresários que exploram o comércio em bairros periféricos, fazendo-os vítimas de assaltos com muita freqüência. Não é pequeno o número de comerciantes que decidem paralisar definitivamente as atividades por causa do problema.
CEROL
As linhas com cerol continuam voando livremente em Franca, fazendo muitas vítimas. Estabelecimentos comerciais da cidade que insistem em vender cerol devem ser fiscalizados e autuados pela Prefeitura. Também conhecido como cortante, ou navalha voadora, o produto, a base de pó de vidro e cola de madeira, é utilizado nas linhas de pipas e pode causar cortes profundos e até matar.
TRAGÉDIA EM CONGONHAS
O maior acidente da história da aviação brasileira foi uma tragédia anunciada, dizem especialistas em segurança de vôo.
Eles apontam como vilão a falta de drenagem na pista do aeroporto - o acidente com o Airbus foi o terceiro ocorrido em Congonhas em 48 horas. Na segunda-feira, às 12h43, um avião modelo ATR-42, da empresa Pantanal derrapou na pista principal de Congonhas, mas foi parar na grama. Outro incidente ocorreu às 17h40, quando um Fokker-100 da TAM tentou pousar na pista principal e quase não conseguiu parar no fim da pista. Para a Aeronáutica, uma aquaplanagem do avião é uma das duas causas possíveis do acidente - a outra seria um problema nos freios do avião. A Infraero, responsável pelo aeroporto, informou não descartar um erro do piloto ao tocar a pista.
Enquanto as causas são discutidas, o Brasil chora a morte de mais de 200 pessoas.
NÉLSON RODRIGUES
O mestre das crônicas, no final dos anos sessenta já dizia: ‘Em Brasília, todos são inocentes e cúmplices’.
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