Airbus virou bola de fogo gigante, dizem moradores


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Primeiro foi um estrondo. Depois, o clarão. O Airbus A320 da TAM virou uma bola de fogo gigante, contam moradores da vizinhança que viram o avião atravessando a avenida Washington Luiz. “Vi um vôo rasante sobre a avenida e, em seguida, uma bola de fogo”, conta Nilton Lima, funcionário do Aeroporto Congonhas Hotel, que fica a 300 metros do local do acidente. “Deu um clarão forte, um barulhão, e depois eu só ouvi gente gritando”, contou ontem, por volta das 20 horas, enquanto os bombeiros tentavam controlar as chamas que tomavam conta dos prédios onde o avião bateu. Vizinha do acidente, Lúcia Letelier também viu a mesma cena da janela do seu edifício. “Estava trabalhando quando, pela janela, apareceu um clarão que parecia o fim do mundo. Fui para a varanda ver o que era e encontrei o avião atravessando a avenida. Eram quase 19 horas”. Depois, relata, muita fumaça tomou conta do local. “Além dos passageiros, acho que teve gente atingida que passava pela avenida, a pé ou de carro. É um horário de muito movimento”. Tamara Renno, que mora a dois quarteirões do acidente, também está com medo. “Vivo aqui desde que nasci, há 38 anos, e agora a gente fica com receio”. Ela diz que estava chegando em casa quando ouviu o estrondo, mas nem se virou para trás. Ao entrar, o telefone tocou e uma amiga avisou o que tinha acontecido. “A gente ligou a TV e não acreditou. De vez em quando, eu volto do trabalho pela avenida e passo lá em frente. Hoje [ontem], decidi vir por dentro do bairro. Foi sorte. Muita gente passa pelo local nessa hora”. Comissário aposentado e vizinho há 20 anos do aeroporto, Adilson Pimentel, 69, afirmou que o impacto da colisão fez tremer o apartamento onde mora. “Como estava chovendo, pensei em trovão. Mas, como estamos ao lado do aeroporto, olhei para a janela e vi o fogo. Foi uma explosão muito forte”. A preocupação dos vizinhos, disse Pimentel ontem à noite, era com o posto de gasolina que fica ao lado do local do acidente. “Se o fogo se alastrar, será o fim do nosso bairro”, afirmou. Como comissário aposentado, Pimentel afirmou que pode dizer a trajetória do avião: “O avião desceu com velocidade, não conseguiu parar na pista, que estava cheia de água, passou pela avenida e foi colidir com o prédio. Da forma como o avião se chocou, só com a mão de Deus alguém sai de lá vivo”.

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