Carcereiro fala sobre prisão e diz ter sido vítima de armação


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O carcereiro Gilberto Aurélio conversa com seu advogado, Reginaldo Carvalho: “Sou inocente”
O carcereiro Gilberto Aurélio conversa com seu advogado, Reginaldo Carvalho: “Sou inocente”
O carcereiro Gilberto Aurélio Barbosa Gilberti, 32, que passou dez dias preso acusado de facilitar a entrada de droga na cadeia de Franca, falou ontem pela primeira vez sobre o assunto. Ele foi liberado após vencer o prazo de sua prisão temporária, decretada pela justiça. A possibilidade de ter havido erro em sua prisão é aventada nos bastidores de várias delegacias da cidade. Em entrevista, Gilberto disse ter sido vítima de uma armação e detido injustamente. Comércio da Franca - Como é voltar à liberdade? Gilberto - Achei que fosse um alívio, mas não. Não consigo dormir. É desesperador. Ainda estou aterrorizado e evito andar sozinho. Comércio - Como foram os dias em que passou na cadeia? Gilberto - Muito humilhantes. É uma cadeia comum. A única diferença é que só policiais estão detidos lá. Eu fui tratado como um presidiário comum. Quando saía da cela, sempre estava algemado. Comércio - Por que você foi preso? Gilberto - Por causa da denúncia de três presos. Como eu sempre fazia apreensões de drogas e evitava fugas, eles não gostavam de mim. Comércio - Você não disse isso ao comando da polícia? Gilberto - Foi dito, mas eles não levaram em consideração. Acho que eles não pararam para investigar minha vida e como era meu trabalho. Sou inocente e quero que provem o que me acusaram. Comércio - Qual sua situação atual? Gilberto - Estou afastado por problemas de saúde por 15 dias. Depois, vou ver para onde vou. Prefiro ficar em Franca, mas para a cadeia não volto mais. Gostaria de agradecer a todos que sempre acreditaram em mim. Pelo visto, só o seccional não acreditou.

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