Câmara aprova entrada ‘na faixa’ para PMs


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A falta de assuntos importantes levou os vereadores, ontem, na Câmara, a discutir por mais de uma hora e meia um projeto que tratava da gratuidade da entrada em eventos, shows e sessões de teatro para policiais militares. Oito policiais foram ao plenário apoiar a iniciativa de Marcelo Mambrini (PMN). Para evidenciar ainda mais a incoerência dos parlamentares, após o longo bate-boca, o projeto foi aprovado por unanimidade. Os outros projetos polêmicos acabaram adiados ou retirados. Com isso, quem roubou a cena foi um grupo de ambientalistas, que protestou, com direito até a violeiro, contra a falta de projetos voltados ao meio ambiente na Câmara. Marcelo Valim e Jepy Pereira, ambos do PSDB, e Luiz Carlos Fernandes (PDT) foram os vereadores que mais se opuseram ao projeto. Elencaram vários motivos, até inconstitucionalidade, para que o plenário o rejeitasse. A cada argumentação, Mambrini pedia a palavra e rebatia as argumentações. “O policial nunca é um cidadão comum, serve o povo 24 horas, por isso merece o privilégio”, disse Mambrini. A argumentação parece ter surtido efeito. Estranhamente, os críticos Jepy, Fernandes e Valim mudaram de idéia e o projeto foi aprovado por unanimidade. Mambrini tentou repetir a dose no projeto dos “mortos-vivos”, que previa a liberação de denominação de próprios municipais, ruas e avenidas com pessoas ainda vivas, mas não deu certo. Com apenas três votos favoráveis (contando o dele próprio) a rejeição foi maciça. “É complicado. Até meu primo votou contra”, disse o ex-policial, referindo-se a Zezinho Cabeleireiro (PTB). Os outros projetos que poderiam esquentar os debates, o da terceirização da administração dos velórios do Leporace e Aeroporto, de autoria do Executivo, e o da gratuidade aos isentos de pagar Imposto de Renda em concursos públicos municipais, de Silas Cuba (PT) foram, respectivamente, adiado e retirado. JD. NOÊMIA Luiz Carlos Fernandes (PDT) recebeu, ontem, um abaixo-assinado com mais de 600 adesões pedindo a revogação de um projeto do presidente da Câmara, Joaquim Ribeiro (PSB), que mudou o nome de um trecho da Avenida São Vicente para Avenida Noé Rezende. “Falei com o Joaquim e vamos tentar revogar a lei, passando a denominação Noé Rezende da avenida para a rotatória existente no local. Deveremos falar com os familiares de Noé Rezende para explicar a mudança”, disse Fernandes.

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