Ela é cega, casada, mãe, a maior medalhista brasileira dos Jogos Paraolímpicos, uma das velocistas mais rápidas do mundo e um exemplo de persistência e dedicação. Assim é conhecida a atleta Ádria dos Santos. Ela tem pouco mais de 30 anos e perdeu a visão devido uma doença chamada retinose pigmentar, que pouco a pouco destrói as células da retina e causa a cegueira. Ádria enxerga apenas alguns clarões, mas isso não a impediu de conquistar, só em competições internacionais, mais de 34 medalhas.
Ádria tem uma carreira brilhante e sua vida familiar não fica para trás. Ela divide as quadras com o marido Rafael Krub, que, além de companheiro, é seu guia. A velocista tem uma filha adolescente chamada Bárbara.
Outro exemplo de persistência é a atleta francana Roberta Helena Junqueira de Toledo, 33. Ela tem deficiência nos braços e pernas devido a uma má-formação congênita e mesmo assim pratica natação desde os cinco anos. Participa de competições há três anos e já tem em sua coleção nove medalhas, todas de ouro. “A deficiência nunca me impediu de fazer o que sempre quis”, disse Roberta, que treina dez horas por dia e quer ir às Paraolimpíadas.
A nadadora é casada há sete anos e diz que o marido e a família tiveram um papel fundamental na sua formação. “Por eles é que supero limites e enfrento os desafios da vida de cabeça erguida”. O marido de Roberta, Valtercides Moreira, 35, diz que tem orgulho da mulher. “Lá em casa um ajuda o outro e eu torço muito por ela. Ela é um exemplo de vida”.
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