Vendas da construção crescem na seca


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Fabiano Moraes, da loja Adão Materiais de Construção, mostra caixa de gordura para o comerciante Milton Pugas, que está com a casa em obras. Vendas do setor aumentam com a estiagem. Alta que começou no mês passado
Fabiano Moraes, da loja Adão Materiais de Construção, mostra caixa de gordura para o comerciante Milton Pugas, que está com a casa em obras. Vendas do setor aumentam com a estiagem. Alta que começou no mês passado
As obras e reformas em Franca vão bem, obrigado. Pelo menos, é o que demonstram as casas de materiais de construção da cidade que, com o período de estiagem, viram suas vendas crescerem no último mês, em média, 15%. O aumento na comercialização de pedras, areia, cal, cimentos e outros materiais básicos para a construção começou no fim de maio e deve durar até outubro. A boa fase do setor, que também agrega os materiais de acabamento como pisos e azulejos, é atribuída ao período de seca, o que contribui com o avanço das obras. Em Franca, não chove de maneira significativa há 50 dias. Marco Flora, gerente da C&C, é um dos que comemoram. Para ele, as vendas nessa época aumentam no mínimo 10% em relação aos primeiros meses do ano. Fabiano Moraes Brandieri, da loja Adão, também não tem do que reclamar. “Já começamos a sentir a diferença e ela significa em torno de R$ 20 mil a mais no faturamento mensal da loja”. Para o gerente da Luana Construshopping, Adilson Pedro Rosa, as pessoas aproveitam o intervalo entre maio a outubro para construir ou reformar devido à ausência das chuvas. “O tempo chuvoso é um agravante nas obras. Assim, na estiagem o pessoal passa a comprar mais para adiantar as construções ou até mesmo fazer aquela reforma bastante aguardada”. Na loja, as vendas começaram a melhorar em maio. “As casas populares contribuem muito para esse aumento também”. O comerciante Milton Osmar Pugas, 53, é um dos que retomaram a obra por conta do tempo seco. Ele começou a construir sua casa há oito meses, mas precisou interromper os serviços devido às fortes chuvas do início do ano. “Fiquei parado mais de dois meses. A chuva não deixava os pedreiros trabalharem”. Há um mês, com o início do tempo seco, as obras foram retomadas. Pugas comprou mais materiais e pediu para os pedreiros trabalharem além da carga horária combinada. “A compra de materiais agora é constante. Sempre que preciso corro até uma loja e adquiro o que falta. Não posso perder tempo, pois se tudo der certo, daqui a dois meses termino a obra. Preciso apenas torcer para não chover”. Em algumas empresas do ramo, o aumento não é explosivo, mas mesmo assim faz diferença comparado a outros meses. Ademir José Pereira, proprietário da Janelão Portas e Janelas, diz que o aumento não é no valor das compras, mas sim no fluxo de clientes que passam pela loja. “As vendas estão em crescimento. As pessoas estão mais otimistas e começaram a reformar suas casas. De julho a setembro é a melhor época, por isso aposto todas as fichas nesse e nos próximos meses”. Segundo os lojistas, a maioria das compras é feita por pessoas físicas com obras em andamento. O gasto médio dos clientes fica em torno de R$ 250, a cada visita na loja.

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