Ela recusou o Centro e não conseguiu fechar acordo com o shopping. Mesmo receosa, a empresária Maria Fernanda Oliveira de Barros, 26, da Nanda Barros Boutique, apostou alto e foi a primeira a montar um ponto comercial na Avenida Rio Amazonas, principal alça de acesso ao Franca Shopping. Depois de dois anos, vê com orgulho a “povoação” da via e a supervalorização dos terrenos na região.
Com Joyce e Talita Peixoto, proprietárias da Crizzapi, o processo foi semelhante. Há cinco anos, elas foram as primeiras a chegar na Rua Benedito Menezes, ao lado do Shopping do Calçado. “Pensamos em montar a loja no shopping, mas não foi viável financeiramente. Além disso, queríamos conciliar a loja com a fábrica. Estamos felizes com o ponto e o aparecimento de novas lojas, que só vêm fortalecer a rua”, disse Joyce.
Para Alexandre Tabah, da direção do Shopping do Calçado, a criação do corredor comercial é vista como a comprovação do sucesso do empreendimento. “Não vejo como uma concorrência. Sou 100% a favor. É uma tendência natural. Em breve, essa região será conhecida como a rua do sapato”.
Sandra Regina Zaninello Penha, proprietária da Zaéle, loja de calçados de frente ao shopping, diz que a clientela é diferenciada, mas ao mesmo tempo reconhece que o visitante do Shopping do Calçado sempre acaba atraído para a rua. “Acho que valoriza o shopping. Quanto mais lojas melhor, até mesmo para os clientes”.
Em que pese a troca de elogios, a maioria dos lojistas, das duas regiões, disse ter tido interesse em se estabelecer dentro dos shoppings, mas migraram devido aos valores cobrados. No Shopping do Calçado, por exemplo, o condomínio, fundo de promoção e locação de um espaço de 32 metros quadrados custa R$ 2400 por mês. Na rua vizinha, a Teixeira Imóveis oferece um prédio de 280 metros quadrados ao preço de R$ 1200 mensais.
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