Compromisso com a qualidade


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O Conselho de Leitores 2007/2008 tomou posse e se lançou imediatamente ao trabalho. Prevista para durar três horas, a primeira reunião teve cinco horas e meia de conversas. Algumas sugestões já acontecem nos próxim
O Conselho de Leitores 2007/2008 tomou posse e se lançou imediatamente ao trabalho. Prevista para durar três horas, a primeira reunião teve cinco horas e meia de conversas. Algumas sugestões já acontecem nos próxim
O Comércio da Franca, 92 anos de atividades ininterruptas completados em 30 de junho e a rádio Difusora, 45 anos comemorados em 10 de junho são as mídias impressa (lido por 92 em cada 100 leitores de jornais na cidade) e radiofônica AM (ouvida, em média, por 22 mil ouvintes por minuto) hegemônicas de Franca. Estes dados, atestados pelo Ibope, poderiam lançar veículos desavisados à retirada de pé do acelerador, mas não ao Comércio e a Difusora. Pelo contrário. Decidiu-se aqui, pela modernização. E pelo aumento de equipes e treinamento de pessoal. Desde o final do ano passado, fortes investimentos estão sendo feitos na nova sede e na compra de novo parque gráfico na Índia, país referência mundial em máquinas gráficas. Como responsável pela principal usina de produção de informação confiável da cidade, a família Corrêa Neves decidiu-se também por fortalecer seu Conselho de Leitores, órgão consultivo, integrado por críticos articulados e destemidos, que atuam sem censura de qualquer espécie e produzem a crítica que balança e contrabalança, indispensável ao crescimento cotidiano do qual não pode abrir mão. Joelma Ospedal, editora-chefe do jornal, concorda: “o fortalecimento do Conselho é essencial”. E continua: “A visão externa à da redação permite análises de capas e de reportagens controversas e imprime a marca a excelência ao Comércio e à Difusora. A visão com que jornalistas e radialistas fazem jornal e rádio diários é a de comprometimento com o rigor do fato. Às vezes a rudeza do assunto nos escapa mas ao conselheiro, que é leitor antes de ser conselheiro, não escapa. Ele grita e é sábio ouvir”, conclui Joelma. Da reunião, eis algumas das críticas: “A Santa Casa corta parte dos atendimentos; pacientes morrem; é homicídio culposo e o jornal precisa informar o porquê das instituições não se manifestarem” (Piacesi); “Caetano Perobelli – ex-presidente da Copel – diz que existem dois grupos ‘brigando’ pelas áreas mais rentáveis da Prefeitura para fazer caixa destinado à eleição do ano que vem; o MP ou a OAB não se manifestam, o jornal precisa cobrar” (Leonel e Carlos); “As Objetivas do Comércio, voz do jornal mais lido da cidade, têm que estar em espaço privilegiado; não pode ficar onde está e nem ser escrita com letras pequenas” (Luis Eduardo, apoiado por Ana Célia Borges); “Gente simples também tem que sair na Insight; a coluna não pode mostrar sempre os mesmos” (Irinéia); “O jornal precisa nomear as instituições que se omitem” (Lanza); “Os jovens e os estudantes precisam ter mais espaço no Comércio e na Difusora, tem que haver estímulo à leitura e à redação, promover concursos” (Camila); “O colunista dos domingos não devia ser um padre fixo da Igreja Católica e sim, várias pessoas” (Juliana); “Mais espaço à terceira idade, quem sabe um caderno inteiro, mensal” (Ana Célia de Freitas); “Tirem os cartórios de protestos da última página; ela precisa ser mais bonita” (de novo, Luis Eduardo); “Não se descuidem do site, principal mídia de referência regional” (Carlos); “O jornal deve ‘vigiar’ os vereadores já que as instituições se omitem” (Leonel); “Façam a Difusora ainda mais agressiva nas cobranças necessárias” (Marcos); “Cadê o senhor João, que vendia jornais nas ruas? Ele precisa voltar” (Dinamar); “Continuem mostrando o perfil de menores infratores pois foram menores que me agrediram e quase me mataram” (Rosa Santa); “Cubram mais Patrocínio Paulista” (Margaret, de Patrocínio Paulista - SP); “Façam o Clubinho ser mais gibi e não deixem de cobrir o movimento afro da cidade” (Irinéia); “Choquem os leitores. Só assim vão tomar iniciativas” (Thaís); “Ser conselheiro é fantástico; as pessoas vão se aproximar de vocês, algumas farão isso por interesse, mas muitas outras porque querem mesmo uma cidade melhor” (Veríssimo, conselheiro experiente). A voz do Conselho, que é a voz dos leitores e ouvintes, é sábia...

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