Um assalto a um posto de combustíveis na cidade de Cristais Paulista, durante a noite de quinta-feira, terminou com um assaltante preso e a suspeita do possível envolvimento de um policial no crime. O roubo foi praticado por dois homens em uma moto. Soldados da Polícia Militar conseguiram prender um suspeito, mas o outro fugiu. A pista que leva a uma eventual participação do policial militar lotado no 15º Batalhão são ligações dele identificadas no celular do acusado.Outra evidência seria o sumiço do soldado após a prisão do pretenso comparsa. O comando da PM não quis se pronunciar sobre o caso.
O roubo aconteceu por volta das 20 horas, na Avenida Antônio Prado. Dois homens numa moto Titan chegaram ao estabelecimento para roubar. Após render três frentistas, eles levaram o dinheiro. Policiais militares que estavam nas imediações tomaram conhecimento do crime e foram no encalço dos assaltantes. Um desceu da garupa da moto e sumiu no matagal levando uma arma. Já o vendedor APF, 29, morador no Jardim Aeroporto III, foi detido pelos soldados. Ele nega o crime. “Não fui eu. Estava indo embora quando fui detido pela polícia. Eu fui naquela cidade conhecer a exposição”, disse o vendedor.
Sobre as chamadas do soldado em seu aparelho celular, o vendedor disse não conhecer o policial suspeito, mas confessa já ter sido abordado por ele no Aeroporto. “Ele já me parou algumas vezes, mas não o conheço. A ligação eu não atendi. De repente, ele queria comprar perfume porque ele já... Ele já... (para de falar). Ele sabe que vendo perfume”.
Ainda durante as buscas ao comparsa do vendedor, um padrinho de casamento do policial suspeito foi abordado às margens da rodovia perto de Cristais Paulista. Segundo uma fonte ligada à polícia, ele declarou que estava no local para atender uma ligação do soldado, que dizia estar com problemas. O delegado Pedro Luiz Daláqua, que responde pelas investigações, preferiu não detalhar o depoimento do padrinho do policial. “Qualquer revelação no momento pode atrapalhar a conclusão desse crime”, disse.
A reportagem do Comércio tentou durante todo dia de ontem falar com o comando da Polícia Militar, mas ninguém quis atender aos repórteres, nem por telefone e muito menos pessoalmente. O policial suspeito continuava desaparecido até o fechamento desta edição.
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