Transei, e agora?


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Você não programou nada, foi no embalo, no suingue da música, na zoeira de uma bebidinha, guiada pelos hormônios ou por uma paixão avassaladora e pronto. Quando deu por si, o sol já estava alto e você enrolada nuns lençóis de uma cama redonda em quarto desconhecido, de teto espelhado, provavelmente um quarto de motel e um cara ressonando tranqüilamente, semi-sorriso no rosto, no travesseiro ao lado. E você, que até cinco horas atrás era uma virgem convicta e até meio recatada, se vê num pânico meio incompreensível, se perguntando: “E agora?” Agora, é assumir para si mesma, sem culpa, o que aconteceu. A primeira medida prática, aliás, se você não teve as precauções necessárias para evitar uma gravidez indesejada, é procurar o quanto antes um médico ginecologista ou um Posto de Saúde para ser orientada quanto à pílula do dia seguinte, que é um método de anticoncepção de emergência, pela administração de medicamentos até 72 horas, após a relação desprotegida ou acidental visando evitar a gravidez. É preciso saber que esse medicamento não deve ser usado como contracepção de rotina, pois é danoso à saúde, com efeitos colaterais intensos e nem sempre surte efeito. Usada até 24 horas após a relação sexual, tem um índice de falha de 5%. Entre 25 e 48 horas, o índice de falha aumenta para 15% e, entre 49 e 72 horas, o índice chega a 42% de falhas. Isto significa que deve ser usada tão logo seja possível após a relação desprotegida. Mas mesmo que tenha se prevenido com camisinha e método anticoncepcional, se não freqüentava o ginecologista, é bom agendar uma consulta. Muitas meninas costumam dizer que a primeira transa causou um constrangimento grande diante do parceiro, que impossibilitou futuros contatos. É o caso de Naiara Lacerda, 19. Ela conta que sua primeira experiência sexual se deu aos 17 anos. “Aconteceu com uma pessoa de quem eu já gostava havia seis anos, mas não éramos namorados. Usamos camisinha. Depois que rolou, eu fiquei com muita vergonha e não consegui revê-lo, fugia dos contatos com ele. Só depois de um ano é que voltei a falar com o cara”, lembra ela. Mais uma vez, nesse departamento, os meninos parecem se sair melhor, sempre. Anderson Carrijo, 24, promotor de vendas, recorda com tranqüilidade de sua primeira vez. “Foi aos 13 anos. Aconteceu meio que de repente, com uma menina mais velha, acho que tinha uns 15 anos. Foi coisa de momento, nós só ficávamos, mas nós nos prevenimos. Gostei, não me arrependi no outro dia”, diz. Wesley Allan Cintra, 22, administrador, também se iniciou no sexo precocemente e numa boa, sem dramas. “Eu tinha 14 anos e foi coisa de momento mesmo, sem qualquer programação. Não tive nenhum problema com isso”, comenta. Colaborou: Mônica Carvalho

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