Trabalhei com meninos de periferia, e o que este jovem relatou sobre furto, uso de drogas, acontece sim e de forma preocupante. A maioria nem concluiu o ensino fundamental. São analfabetos funcionais, e acreditam que a única forma de aparecer na sociedade é através da criminalidade. Cultuam o rape, se autodiscriminam, são conhecidos como “manos’, usam um tipo de vestimenta que a sociedade burguesa identifica de longe. São discriminados e a maioria está abandonada à própria sorte. Quero parabenizar a equipe do jornal Comércio em divulgar o que existe em nossas periferias, o que anda acontecendo com nossos jovens, que, se tivessem melhores oportunidades sócioeconômicas, educacionais e emocionais, não estariam nesta situação de criminalidade e abandono. Lembro que o consumo de droga exagerado destrói um cérebro em processo de formação, desencadeando vários tipos de transtorno de conduta e comportamento. (O “Fato e a notícia”, Objetiva de 29 de junho do Comércio, pode ser lida em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=18522)
Andrea Corrêa Liboni
é leitora do Comércio da Franca
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O francano gosta de fugir da realidade. Gosta de ler notícias de acidentes, mortes, escândalos na política, esse tipo de coisa, mas quando se trata de contar a realidade do dia-a-dia dos personagens das histórias, todo mundo reclama e acha que o jornal está exagerando... Acorda gente francana! Abram os olhos para a realidade! Deixem de fantasias! Não joguem a culpa no jornal por publicar informações nuas e cruas que vocês fazem questão de manter de lado!
Angélica
é leitora do Comércio da Franca
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