Caps manda paciente urgente esperar três meses por consulta


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Fernanda Pires Gonçalves, Maria Neuza e a sapateira ALS aguardam na porta do PS “Dr. Janjão”. “Quero um diagnóstico para minha irmã”, diz Neusa sobre ALS
Fernanda Pires Gonçalves, Maria Neuza e a sapateira ALS aguardam na porta do PS “Dr. Janjão”. “Quero um diagnóstico para minha irmã”, diz Neusa sobre ALS
Imagine uma paciente com distúrbios psiquiátricos ter de esperar três meses para passar por uma avaliação especializada. Para piorar, imagine a mesma paciente com duas recomendações médicas para internação e avaliação e quadro definido como urgente. Pois tal situação vem acometendo a sapateira ALS, 27, moradora no Jardim Aeroporto III, nos últimos meses. ALS levava uma vida normal até meses atrás, quando começou a apresentar distúrbios de sono e comportamento. Seus principais sintomas eram inquietude e delírios. Seus familiares, preocupados, conduziram-na até a UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro onde moram. O clínico indicou que ela fosse consultada urgentemente no Caps (Centro de Atenção Psicossocial) da Prefeitura. No local, porém, marcaram a avaliação para 14 de setembro. Tudo isso ocorreu em junho. “A moça demonstrou não estar nem aí para a situação”, disse a dona de casa Maria Neuza, irmã de ALS. Como a sapateira não melhorou com os remédios indicados pelo clínico, a irmã, Maria Neuza, sem condições de bancar um tratamento, levou a paciente ao PS “Dr Janjão”. O diagnóstico do médico emergencialista foi a internação na Santa Casa para exames de avaliação e indicação de novos medicamentos. Aí, foi a vez do hospital pisar na bola. “Estamos aqui há várias horas esperando a resposta do tal do fax e até agora nada. As pessoas não sabem o que é sentir na pele esse problema que vivemos”, disse Neuza. ALS, nervosa, afirmou que não quer saber quem a ajudará, mas ressaltou a necessidade de um tratamento imediato. “Não sei se é a Prefeitura ou a Santa Casa. Só quero que me atendam direito”, disse. A reportagem se dirigiu ao Caps, mas já estava fechado, assim como a Secretaria de Saúde. Na Santa Casa, o diretor-clínico Marcelo de Paula Lima disse que não conhecia ainda o caso, mas que “tomaria providências para o imediato atendimento” de ALS.

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