A ‘philantropia’, ao contrário da filantropia, é baseada na pilantragem institucionalizada em algumas organizações do terceiro setor. Ongs e Oscips são profusamente denunciadas, o que inspira o Planalto a reagir através de um decreto, tornando mais eficiente a fiscalização da aplicação dos recursos públicos.
Este decreto presidencial pretende acabar com a ‘farra do boi’ levando em conta que o bovino anda em alta neste País de inesgotáveis pastagens.
Não se pode denominar como terceiro setor, entidades-fantasmas criadas meses antes da assinatura de convênios, claramente com o objetivo de abrigar o dinheiro público. As irregularidades denunciadas envolvendo as relações das entidades não-governamentais e governo, são tantas e de tamanha gravidade que o Ministério do Planejamento junto ao Tribunal de Contas da União, este último responsável pela aprovação das contas das entidades, junto à Controladoria-Geral da União, elaboraram um conjunto de regras que têm por objetivo tornar o processo vigente menos fraudulento.
No entanto, essas ‘novas’ regras eram restritas até o presente momento às Ongs legítimas, haja vista que procedimentos contidos no decreto já eram do domínio desse setor. Conclui-se que só as idôneas que funcionam dentro dos mais rígidos critérios de honestidade e zelo pelo dinheiro público e prestam inestimáveis serviços à comunidade é que têm sido rigorosamente fiscalizadas.
As demais, talvez por serem fantasmas, mesmo após receberem os recursos, continuam invisíveis!
Como os ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam, como diz sabiamente o poeta, o ‘remake’ dos anões do Orçamento volta a inspirar um protagonismo odioso, em razão de investidas no momento de discussão da peça orçamentária. Reeleitos através do voto popular, os mesmos ídolos voltam às mesmas práticas, cada vez mais requintadas. E, neste momento do orçamento, se agigantam, com suas incríveis emendas parlamentares, em direção a Ongs carimbadas, ou seja, escolhidas por eles mesmos e que contemplam um volume enorme de recursos públicos.
O pior é que em face da fragilidade do verdadeiro Terceiro Setor, essas falcatruas ainda podem comprometer as atividades de um setor que acumula com seu voluntariado um vasto serviço prestado à população, com muito sucesso e muito sacrifício, com parcos recursos. Multiplique-se por 10 sem exagero, cada real público, quando o investimento é feito pelas Ongs sérias. É costume e interesse generalizar situações para prejudicar entidades idôneas, que não podem virar farinha do mesmo saco inadvertidamente. Isto porque existe um pessoal muito sério em organizações do terceiro setor, que costuma funcionar dentro dos critérios de legalidade, transparência, legitimidade e uma honestidade desconhecida da classe política, em especial dos maus políticos que infestam a nação com atitudes corruptas.
Todas as ‘novas’ medidas para a vigilância da transferência de recursos, e sua aplicação já fazem parte da rotina das ONGs sérias. A novidade fica por conta de direcionar a quem de direito. Fiscalização é bom e elas gostam de serem avaliadas, pois isto garante tranqüilidade a seus dirigentes.
As Ongs fantasmas, posto que invisíveis, agindo na calada da noite, certamente não serão encontradas. Então, tudo ficará como dantes no quartel de Abrantes. É preciso separar o joio do trigo. Inocentes não poderão pagar pelos pecadores. Aos pecadores a punição merecida!
Entre outras atividades promocionais, para a sua sobrevivência, as entidades sérias fazem das pizzas que vendem, justiça social, e a política nacional continua fazendo, por sua vez, a pizza do imoral. Totalmente sem gosto...
PAUSA PARA O CAFÉ
Cafezinho com sabor de fim de tarde com Sônia Machiavelli Corrêa Neves. Politizada e culta, encantadora e forte! Falamos de mulheres e sua responsabilidade sóciopolítica nos destinos deste País. Afinal, somos 51% do eleitorado e isso pode significar uma revolução! Por isso, à luta companheiras! Gotas orvalhadas, brilho de estrelas da esperança, juntadas ao sabor de fim de tarde do café com Sônia.
SAIA-JUSTA!
À medida que o homem transforma seu coração num antro de criminalidade, perfeitamente adaptado ao meio, é certo e sabido que infâmia nenhuma praticada pelo seu grupo o perturbará, desde que a maioria dos seus camaradas acredite resolutamente na propagandeada moralidade de sua organização social (leia-se “blindagem”). Carl Yung.
FOI PARA O RALO!
Metade dos 3 bilhões do dinheiro público destinado no ano passado a Ongs e Oscips fraudulentas foram literalmente para o ralo. E pensar na miséria de grande parte da população do Brasil, nas crianças e adolescentes negligenciados e aliciados pelo crime, vitimados da violência e prostituição... Ongs idôneas que vivem a pedir esmolas para manutenção de seus projetos sociais, esquecidas nos corredores do poder, punidas pela indiferença dos governantes. Pode ser pelo simples fato de não se deixarem corromper, nem mesmo em troca de favores explícitos na liberação de algum recurso. Who knows?
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