Termina hoje, à meia-noite, a prisão temporária do carcereiro acusado de facilitar a entrada de drogas na cadeia do Jardim Guanabara. Ele foi preso após uma operação pente-fino no presídio, na qual foram apreendidos diversos aparelhos celulares e uma grande quantidade de entorpecentes. Depois da revista, três presos prestaram depoimentos na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e apontaram o funcionário como sendo a pessoa que facilitava a entrada da droga na cadeia. Para isso, ele recebia uma espécie de “pedágio” em dinheiro.
Recolhido em uma cela do presídio da Polícia Civil, em São Paulo, desde o dia 4, o carcereiro GBG, 32, vai ganhar as ruas nesta noite. A possibilidade de um grave erro e de ser outra a pessoa que facilitava a entrada dos produtos no presídio é aventada nos bastidores de todas as delegacias.
Segundo o delegado seccional Mauri de Camargo Segui, todos os envolvidos nas apurações dos fatos já foram ouvidos e não há mais motivos para um novo pedido de prisão. “A parte mais suscetível a alguma possível interferência do carcereiro no processo já foi feita. Não tenho porque pedir a prorrogação da prisão. As demais apurações continuam”, disse Segui.
Segundo o seccional de polícia, o carcereiro poderá ser transferido para outras unidades fora de Franca. “Ele deve ir para Pedregulho”, disse Mauri.
Para o advogado Reginaldo Carvalho, que defende o carcereiro, seu cliente vai passar por uma avaliação psicológica. “Isso tudo abalou meu cliente. No final de dez dias, preso injustamente, imagine como fica o profissional”, disse Carvalho.
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