A manhã começou movimentada para o delegado seccional de Franca, Mauri Segui. Após afirmar, na quarta, que nenhuma delegacia de Franca participaria da greve, ele se deparou, ontem, com a porta do 1º Distrito Policial fechada. Irritado, Segui abriu a porta e conferiu se seus subordinados estavam de braços cruzados. Ao adentrar na unidade, o delegado advertiu verbalmente todos os funcionários, que, segundo ele, teriam voltado imediatamente ao trabalho. Há quem diga que ele ameaçou investigadores e escrivães de transferi-los, caso deixassem de atender a população.
No decorrer do dia, conforme constatado pela reportagem do Comércio, os policias voltaram a cruzar os braços - só que com as portas abertas, desta vez. Procurado novamente, o comando da Polícia Civil negou que tenha acontecido qualquer tipo de paralisação dos policiais na cidade de Franca.
Mauri de Camargo pontuou o caso como sendo praticado por dirigentes sindicais. Ao chegar na porta do 1º DP, ele além de encontrá-la fechada, percebeu uma faixa aberta com dos dizeres “Estamos em Greve”. “Houve um princípio de greve movimentada por lideranças sindicais. Uma pessoa fora dos quadros da polícia fechou a porta do distrito e colocou a faixa.
A intenção era fotografar e levar para demais delegacias dizendo que a polícia estava parada”, disse Segui.
Faltando poucos minutos para o encerramento do expediente da Polícia Civil, o delegado seccional ainda não havia recebido as informações de quantos e quais os boletins tinham sido registrados durante o dia de ontem. Segui também ressaltou que vai pedir o relatório de quantos policiais faltaram sem justificação. “No caso de Franca, eu vi policiais trabalhando, mas mesmo assim pedi o relatório. Se algum policial faltou ou ficou comprovado que participou de greve, será punido, apesar de não ter recebido nenhuma reclamação de não-atendimento à população”, disse Mauri. Na Operação Padrão, policiais foram orientados pelo movimento grevista a atenderem apenas flagrantes.
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