O bancário Wellygton Pereira dos Santos, 44, e os professores de educação física Marcelo Gerólamo e Mayra Roberta Ishikawa de Mello não se conhecem e, relativamente não têm nada em comum. Quase nada, na verdade. Os três moram em Franca e são grande admiradores de esportes. Por causa desta paixão, durante 17 dias, eles estarão no mesmo local: no Rio de Janeiro, trabalhando como voluntários no Pan-Americano.
O último a viajar para a missão é Wellygton dos Santos. Hoje, é seu o último dia de trabalho antes da folga de duas semanas que terá no trabalho. A partir de amanhã, ele estará de serviço no Pan. "Chego no sábado no Rio para trabalhar", afirmou ontem em sua casa. Marcelo foi na sexta-feira passada e Mayra na terça-feira. Wellygton disse que a principal motivação para ele ter se inscrito no projeto de voluntário no Pan foi adquirir uma nova experiência e prestar um serviço ao País. "Temos que mostrar que somos capazes de fazer uma competição daquele tamanho", esclareceu.
Como os colegas Marcelo e Mayra, o bancário terá uma função definida. Ele trabalhará no setor de transporte de atletas dentro da Vila Olímpica. "Os atletas não vão conversar com os motoristas, contratados por uma empresa. Eles falarão com a gente", explicou.
Há 15 dias, o bancário esteve no Rio de Janeiro para realizar seu último treinamento e pegar o uniforme. A primeira impressão que teve foi de grandiosidade. "É tudo bonito, impressionante", comentou.
E ele tem razão. Onde trabalhará haverá 17 prédios, rodoviária, restaurante para 3 mil pessoas e danceteria. Como compromisso, além do trabalho com os atletas, Wellyton terá de trazer para mulher em Franca ao menos um autógrafo dos atletas do vôlei masculino. "Quero tentar assistir a um jogo da seleção de vôlei também", avisou. (Rodolfo César)
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