A escassez de chuva e o consumo desenfreado de água, principalmente nos dias mais quentes e nos sábados, poderá deixar Franca com problemas de abastecimento em agosto. O alerta foi feito ontem, pelo gerente distrital da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo), Rui Engracia Caluz, que não descartou a possibilidade de um racionamento e suspensão no fornecimento de água, a qualquer tempo, caso a situação se agrave.
A vazão dos rios que abastecem a cidade ainda está normal, mas pode baixar em razão da estiagem prolongada. Além disso, há mais de 40 dias não chove na cidade de modo significativo. Com a seca e a poeira, o consumo de água também tem se tornado cada vez maior. A média diária de Franca é de 68 milhões de litros por dia. Se esse volume crescer, o abastecimento será prejudicado.
Para evitar que isso ocorra, a Sabesp Franca solicitou à diretoria em São Paulo a realização de uma campanha de conscientização. “Estamos no aguardo da resposta para iniciarmos a campanha com distribuição de folhetos e um plano de mídia”.
Com observações diárias dos mananciais (Córrego Pouso Alegre e Rio Canoas), Rui diz que se a população mantiver o consumo no patamar atual, talvez, seja possível evitar o pior. A regra geral seria, segundo ele, não desperdiçar. Uma das medidas de economia é reduzir a lavagem de calçadas, carros e quintal.”O Córrego Pouso Alegre tem capacidade de produzir 260 litros por segundo, mas em época de estiagem chegou a operar com apenas 80 litros de água por segundo. Precisamos agir de maneira inteligente e evitar o desperdício nesse período”.
A Sabesp não divulgou quais as regiões que seriam as primeiras atingidas e qual a porcentagem da população a ficar sem água, caso ocorra problemas no abastecimento. “Estamos elaborando um plano de rodízio e assim que percebermos uma redução nos reservatórios, vamos diminuir o fornecimento de água por no mínimo três horas e no máximo um dia, em determinadas regiões da cidade”, antecipou o gerente distrital. Em anos anteriores, os bairros mais atingidos foram os das regiões mais altas e também mais populosas.
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