Polícia Civil ameaça cruzar os braços hoje em Franca


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Mauri de Camargo Segui, delegado seccional, diz ser contra o estado de greve e vai punir policial que aderir ao movimento
Mauri de Camargo Segui, delegado seccional, diz ser contra o estado de greve e vai punir policial que aderir ao movimento
Policiais civis de Franca e região podem cruzar os braços hoje em todas as delegacias. Segundo o presidente do Sindicato da Polícia Civil da Região de Ribeirão Preto, Antônio Carlos Sampaio, o estado de greve está previsto para começar às 8 horas e deve durar até a manhã de sexta-feira. Em Franca, nenhuma delegacia confirmou a paralisação e o delegado seccional, Mauri de Camargo Segui, prometeu punir severamente os grevistas. A medida seria a forma encontrada para protestar contra o aumento salarial de 23,43% oferecido pelo governo do Estado aos policiais civis e militares de São Paulo. A principal reivindicação é uma reposição de 48%, referente a perdas acumuladas de 2002 a 2007. Na semana passada, o governo anunciou um plano de valorização de carreira para os policiais, mas a proposta foi considerada insuficiente. “A notícia que o governo soltou que o aumento pode chegar a 65% aos policiais é engodo. Os profissionais das regiões menores, como Franca, vivem de adicionais e isso não é incorporado ao salário. O aumento significativo é para oficiais do comando e delegados”, disse Sampaio. O comando grevista enviou uma circular às delegacias de todo Estado, informado sobre a paralisação de 24 horas. Nele, é explicado que nas delegacias só serão realizados prisões em flagrante. O delegado seccional Mauri de Camargo Segui disse que não tem informações de que seus subordinados vão aderir ao movimento grevista. “Se algum policial for flagrado fazendo greve, ele pode ser punido de acordo com a lei orgânica da Polícia Civil. Se alguém da população ficar sem atendimento, pode procurar a seccional e o funcionário grevista será chamado à corregedoria”, disse Segui.

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