A doação de dinheiro para a campanha do deputado Roberto Engler (PSDB), em 2004, pela LBR Engenharia - empresa envolvida na suspeita de fraudes em construções de casas populares da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) - só será investigada se houver representação contra ele no Conselho de Ética da Assembléia Legislativa de São Paulo. A informação é da assessoria do presidente do Conselho, deputado estadual Hamilton Pereira (PT).
Engler é membro do Conselho e não participou da sessão, na semana passada, quando a bancada do PT e do PSOL apresentou uma representação contra o deputado Mauro Bragato (PSDB), de Presidente Prudente, que também recebeu doação da empresa. Na sessão de ontem, o francano participou e votou a favor de que o Conselho remeta à Mesa Diretora a tarefa de solicitar, junto aos órgãos judiciais, documentação acerca de denúncias contra Bragato.
Engler e os deputados Ed Thomas (PMDB), André Soares (DEM) e Davi Zaia (PPS) aprovaram a decisão que deve adiar o início da investigação para agosto. “Agora, com a transferência do pedido de documentação junto ao Tribunal de Justiça, Procuradoria de Justiça e Ministério Público à Mesa Diretora, teremos que aguardar até que os órgãos judiciais atendam à solicitação da Mesa”, disse Pereira, por meio de sua assessoria.
A LBR Engenharia, parceira da Tejofran e de propriedade do francano Orlando Bueno Ribeiro, doou R$ 189,6 mil para os candidatos Mauro Bragato e Roberto Engler, R$ 12,6 mil para a campanha de Alckmin em 2002 e R$ 1 mil para o candidatos Geraldo Vinholi (PDT). As empresas avaliavam e aprovavam o material de construção comprado por uma terceira construtora, a FT, que teria preços superfaturados e baixa qualidade. Todas prestavam serviço à CDHU.
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