A baixa umidade relativa do ar deixa as autoridades de saúde de Franca em estado de atenção. Desde o início do mês passado, a cidade tem registrado, com freqüência, umidade média de 25 a 27%. O índice é considerado preocupante pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e tem agravado os problemas de saúde na cidade. No Pronto-Socorro “Doutor Janjão”, o número de atendimentos cresceu 50% nos últimos dias.
A situação é reflexo da presença de uma massa de ar quente e seco que impede a chegada de frentes frias na região, desviando-as para o oceano. De acordo com o meteorologista do Inmet, Franco Vilela, há 42 dias não chove de maneira significativa na cidade. Os principais efeitos são secura na garganta e nos olhos e problemas respiratórios. Crianças e idosos são os mais afetados.
No Pronto-Socorro “Doutor Janjão”, o aumento de casos relacionados a problemas das vias respiratórias é visto com preocupação pelo médico Renato Bianco, responsável pela unidade.
Apesar de não ter dados fechados, Bianco acredita num crescimento de até 50% em relação às outras épocas do ano. Com uma média de 800 consultas diárias, calcula-se que a freqüência nos últimos dias no local tenha chegado a 1200 pacientes. “O número cresceu muito. Houve espécie de um surto. Os casos de gripe, aliados à falta de chuva e à poeira, foram um dos principais motivadores”.
O crescimento das queimadas em terrenos baldios da cidade, que nessa época do ano atingem 30 reclamações por dia, contra três em outras épocas do ano, piora a qualidade do ar e aumenta as complicações das vias respiratórias. A fumaça provocada pelo fogo causa ardência nos olhos e irritação no nariz.
Para o médico, o indicado é que as pessoas evitem atividades ao ar livre e exposição ao sol das 10 às 17 horas. Outra recomendação é ingerir bastante líquido para evitar desidratação.
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