Homenagem celebra Revolução de 1932 na Praça 9 de Julho


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Cerca de cem pessoas participaram das comemorações da Revolução de 1932 na Praça 9 de Julho ontem de manhã
Cerca de cem pessoas participaram das comemorações da Revolução de 1932 na Praça 9 de Julho ontem de manhã
O Hino do Soldado Constitucionalista e as homenagens prestadas aos voluntários que participaram da Revolução de 1932, ontem de manhã, na Praça 9 de Julho, emocionaram o único combatente francano vivo, Petronilho Teodoro da Silva, e os familiares daqueles que também lutaram. Uma coroa de flores foi colocada junto à estátua da praça que homenageia os soldados constitucionalistas. Com o comércio aberto e pouca movimentação (leia mais texto ao lado), cerca de cem pessoas prestigiaram a cerimônia, que durou cerca de uma hora. Entre os presentes estavam o vereador sargento Marcelo Mambrini (PMN), representando a Câmara, o secretário de Governo, Odair Tristão, representando o prefeito Sidnei Rocha (PSDB), o diretor da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura), Sérgio Menezes, e a secretária da Educação, Leila Haddad. Tristão explicou que o prefeito não compareceu por ter compromissos em São Paulo. Durante a cerimônia, foi executado o Hino do Soldado Constitucionalista, de autoria da artista plástica e musicista Suzana Margarete Abdalla de Freitas. Seu pai, José Abdalla, foi um dos 700 francanos que combateram durante a Revolução. “Ele sempre fez a família toda viver essa história. Meu pai sempre passou o espírito da Revolução para nós, ele tinha orgulho de ter participado. É uma data muito importante para mim”, disse Suzana, emocionada. Quem também se emocionou durante a homenagem foi Petronilho Teodoro da Silva, o único combatente francano vivo. Aos 100 anos, ele faz questão de comparecer todos os anos à cerimônia que celebra a Revolução de 1932. “É uma festa muito bonita, gostei muito. Isso aqui para mim é muito importante porque eu gosto de saber que as pessoas se interessam pela Revolução, tiram foto comigo e me perguntam coisas sobre a guerra”. Menezes ressaltou que o dia 9 de julho é um marco histórico para os paulistas e que os voluntários francanos que combateram na Revolução mantêm viva a história. “Gostaria que, no próximo ano, as escolas tomassem isso como dever de casa. As diretoras e professoras deveriam colocar para seus alunos a importância que tem essa Revolução para os paulistas, principalmente para nós de Franca”.

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