Recolhido em uma cela do presídio da Polícia Civil, em São Paulo, desde a última quarta-feira, o carcereiro Gilberto Aurélio Barbosa Gilberti, 32, pode estar sendo vítima de uma grande injustiça. A possibilidade de um grave erro é admitida nos bastidores de todas as delegacias da cidade. Temendo represálias, policiais não aceitam comentar o caso publicamente.
O carcereiro teve a prisão temporária decretada por dez dias sob a acusação de ter facilitado a entrada de drogas na cadeia. “Não há nenhuma prova contra ele. O delegado seccional levou em conta apenas a acusação de três detentos para pedir sua prisão”, disse o advogado Reginaldo Carvalho. A defesa já ingressou com um pedido de liberdade provisória e espera receber uma resposta positiva terça-feira.
Testemunhas ouvidas na apuração do caso disseram que presos traficantes da cadeia do Guanabara teriam combinado inicialmente que, se fossem descobertos, jogariam a culpa pela entrada de droga nas costas do carcereiro Gomes, apontado como linha dura. Ocorre que o policial foi transferido para a carceragem devido a ameaças de morte que recebia dos detentos e não tinha mais acesso ao pátio.
Assim, não seria mais possível acusá-lo. A segunda opção dos presos era acusar Gilberto, outro carcereiro tido como pulso firme e que já havia apreendido armas e evitado fugas na cela em que os traficantes estão recolhidos. Sobrou para ele.
Uma fonte afirmou que as investigações mostram que os verdadeiros culpados seriam outros.
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